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Quer arrasar na balada? Use esses 3 passos de dança

Pesquisadores usaram avatares 3D e a Teoria da Evolução para estudar "otimização assimétrica de movimentos" - tudo para te dizer como mandar bem na pista.

Por Ana Carolina Leonardi Atualizado em 9 fev 2017, 17h47 - Publicado em 9 fev 2017, 17h08

Um Guia Científico para soltar suas feras. Foi algo parecido com isso que pesquisadores da Universidade de Northumbria, na Inglaterra, conseguiram criar. Eles reuniram 39 mulheres e pediram que elas dançassem ao som do cantor Robbie Williams. Enquanto isso, câmeras de reconhecimento de movimento registravam cada passinho. Com esse material em mãos, os psicólogos criaram 39 avatares em 3D, cada um com informações precisas sobre flexão de cotovelos e joelhos e movimento de braços e coxas. Tudo isso para dar aquela ajuda no seu fim de semana.

O top 3 das mulheres
O estudo se chamava “Assimetria ótima e outros parâmetros de movimento para alta qualidade do dançar feminino”. Tudo bastante técnico, científico e padronizado. Mas o que eles fizeram foi simplesmente pedir que 200 pessoas avaliassem as dançarinas, dando notas de 1 a 7. Depois, analisaram estatisticamente as respostas, para descobrir o que as mais bem avaliadas (e as mulheres com as piores notas) tinham em comum.

A princípio, as dançarinas favoritas, tanto de homens quanto mulheres, eram aquelas que combinavam três fatores:

  1. movimentos circulares com os quadris
  2. movimentos assimétricos com as pernas
  3. braços levementes assimétricos

A ideia dos quadris é fácil de entender pela perspectiva evolutiva. Da mesma forma que as estátuas pré-históricas mostravam mulheres com quadris largos como símbolos de fertilidade. Assim, a associação entre procriação e quadris rebolantes daria mais pontos para a dança na balada.

Já os movimentos assimétricos tem a ver com coordenação motora. É mais fácil mexer os dois braços ao mesmo tempo, da mesma forma. A mesma coisa com as pernas. Quando cada metade do corpo faz uma coisa, a impressão que o dançarino passa é de melhor coordenação e aptidão física. Mas sem exageros. As notas caiam quando a dançarina mexiam os braços de forma muito diferente (tipo o passo do Claudinho e Buchecha) em excesso. Isso também se explica pelo ponto de vista evolutivo: se você busca o melhor parceiro, vai procurar sinal de que ele é saudável e forte, para que a prole também seja. Movimentos descoordenados e excessivos são associados com várias doenças – o Parkinson, por exemplo.

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A dança ideal, então, ficaria meio assim:

Já este avatar mostra uma dançarina mal avaliada:

Os melhores passinhos masculinos

Enquanto esse estudo foi feito especialmente com as mulheres, o mesmo laboratório fez o experimento com homens em 2010. Os resultados mostraram que os movimentos masculinos mais bem avaliados eram aqueles que focavam no peito, nos braços e no joelho direito. Os melhores passinhos eram aqueles que ocupavam mais espaço, usavam a parte superior do corpo e mantinham o ritmo flexionando uma das pernas. O vídeo do avatar ficou assim:

O estudo não conseguiu contabilizar, porém, as diferenças culturais na dança. Nenhum desses avatares “ideais”, por exemplo, se adequaria a um samba brasileiro. Além disso,o objetivo dos pesquisadores era entender que tipo de dança é mais atraente, tanto para pessoas do mesmo sexo quanto do sexo oposto. É uma interpretação bastante específica para o nosso hábito de dançar. Humanos não dançam só para flertar,  mas também para celebrar rituais religiosos, datas importantes… E até sem motivo nenhum. Então, por mais específicos que sejam os estudos em 3D, arrasar na balada só depende de você.

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