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Telefonemas entre presidentes

Por etiqueta e segurança, uma simples ligação entre chefes de Estado segue um rígido protocolo. Conheça os passos necessários até que um presidente dê "alô" para outro.

3 dias antes

1. Neste exemplo, o presidente brasileiro quer falar com o americano. A etiqueta exige que Lula, por meio de nossa embaixada em Washington, manifeste o desejo de ligar para Obama, informando o assunto da conversa.

2. Se Obama aceitar falar com Lula, sua assessoria informa quando ele estará disponível, para qual número os brasileiros devem ligar e quem vai atender. Em paralelo, nossos diplomatas acertam a hora da ligação e quem vai telefonar em nome de Lula.

1 dia antes

3. A assessoria de Lula prepara um roteiro para a conversa, que deve ser breve e objetiva, focando assuntos-chave.

4. Enquanto isso, a assessoria de Obama faz para ele um relatório sobre o que Lula quer discutir, incluindo possíveis respostas.

2 horas

5. A embaixada brasileira entrega aos americanos um aparelho chamado telefone seguro, que será acoplado ao telefone comum usado por Obama.

6. Telefones seguros prontos, um assessor predefinido liga para o outro. Por segurança, se os nomes não baterem, a ligação é cancelada.


Telefone seguro

Converte a voz em chiado, digital, que só vira voz de novo quando é digitada uma senha. Só funciona em telefones fixos.

“Alô?” Hello?”

7. Finalmente os presidentes entram na linha. Se eles não falam uma mesma língua, a conversa acontece no viva-voz, com tradução de intérpretes.

Fontes Assessoria de Imprensa Internacional da Presidência da República, Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações, Dirceu Gonzaga da Silva (engenheiro de telecomunicações, especialista em processamento da fala e colaborador da pós-graduação do Instituto Militar de Engenharia).