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Um escrete vencedor

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h47 - Publicado em 30 set 2000, 22h00

Adriano Silva

Grandes times mesclam frescor e experiência. Casam o estofo e a precisão de quem já viu e fez muito com o viço e a gloriosa energia de quem está começando. Grandes times reúnem gente boa, talentosa, de caráter, de todas as idades. Gente a fim de jogo, talhada para fazer gols e ganhar títulos. O time da Super, se me permitem o júbilo, reúne várias dessas marcas.

A ala mais jovem tem em Fábio Peixoto a sua mais perfeita tradução. Aos 22 anos, Fábio reúne os dois atributos de um bom repórter: curiosidade para mergulhar nas grandes pautas e talento literário para contar bem as boas histórias que apura. Nesta edição, Fábio produziu a sua primeira matéria de capa. Sua missão: desvendar os segredos do desejo feminino. “Era preciso escrever algo que surpreendesse os homens sem ser óbvio para as mulheres. Mergulhei no assunto, venci livros, entrevistei especialistas”, diz Fábio. “Mas não consegui explicar tintim por tintim como elas funcionam. Até porque a vida perderia muito da sua graça.” Fábio, como vocês podem perceber, já sabe das coisas.

Esta edição marca também a estréia de outro jovem: Jomar Morais. Aos 47 anos, Jomar é a prova de que juventude e arejamento são muito menos uma questão de idade do que de atitude diante da vida e das coisas. Recifense, com larga passagem pela imprensa do centro do país, há três anos Jomar trocou São Paulo por Natal. (Outro que sabe das coisas.) E agora inaugura na Super o trabalho “remoto”: trata-se de um editor virtual. O fato de a Super e Jomar estarem trabalhando no presente de um jeito que tem a maior cara de futuro só é possível com as facilidades trazidas pela Internet. Curiosamente, a primeira matéria de Jomar enfoca o lado malfazejo da Web: o cybervício. “Eu mesmo acabei ficando dezenas de horas plugado para apurar a matéria”, diz Jomar. “Mas nem tudo é mau. Acostumado a ficar horas ao telefone atrás de fontes, foi com alegria que enviei um questionário por e-mail a uma especialista americana e recebi as respostas uma hora e meia depois.” Pois é. Viva a Internet!

adriano.silva@abril.com.br

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