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As 10 melhores falas da história do cinema

O ranking foi elaborado pelo American Film Institute

 

10. “Tá falando comigo?”

Travis Bickle (Robert De Niro) em Taxi Driver (1976)

Muito antes de fazer autoparódia como o sogrão paranoico de Entrando numa Fria ou o mafioso perturbado de Máfia no Divã, De Niro apontava uma arma para o espelho, convencendo a si próprio de que não ia mais aguentar bullying de ninguém.

 

 

9. “Apertem seus cintos. Vai ser uma noite
turbulenta.”

Margo Channing (Bette Davis) em A Malvada (1950)

Insegura de seu futuro como atriz por conta da idade, Margo entorna dry martínis numa festa como quem bebe Gatorade após correr a São Silvestre. E alerta seus convidados de que a balada vai ser terrível. Ou muito boa. Como o filme, que até hoje é o campeão de indicações ao Oscar (14) – tendo levado seis estatuetas para casa.

 

 

8. “Que a força esteja com você.”

Han Solo (Harrison Ford) em Star Wars (1977) 

Apesar de não ser adepto da crença nos poderes metafísicos da Força, o contrabandista da maior fantasia intergaláctica de todos os tempos diz a versão jedi de “vai com deus” para o amigo Luke Skywalker, quando este embarca para o ataque à Estrela da Morte. A mandinga dá certo.

 

 

7. “Tudo bem, Sr. Demille. Estou pronta para o meu close.”

Norma Desmond (Gloria Swanson) em Crepúsculo dos Deuses (1950)

Após matar o roteirista por quem é apaixonada, uma atriz veterana dos filmes mudos perde de vez a sanidade. E, quando a polícia chega, ela tem a ilusão de que é uma equipe de filmagem. A autoafirmação da atriz, lutando contra o ostracismo, renderia outra frase que entrou para a história do cinema: “Eu sou grande! Os filmes é que ficaram pequenos”.

 

 

6. “Vá em frente. Alegre o meu dia.”

“Dirty” Harry Callahan (Clint Eastwood) em Impacto Fulminante (1983)

Após matar todos os outros membros de um bando de assaltantes, Clintão aponta sua pistola 44 no rosto de um último bandido, que ameaça uma refém. A frase colou tanto na figura do ator que, quando Eastwood concorreu a prefeito numa cidadezinha da Califórnia, seu carro tinha adesivos onde se lia “Go ahead. Make me mayor” (“Vá em frente. Me torne prefeito” – uma brincadeira com a original “Go ahead. Make my day”).

 

 

5. “Estou de olho em você, garota.” 

Rick Blaine (Humphrey Bogart) em Casablanca (1942)

Na cena de separação romântica mais famosa do cinema, Bogart convence Ingrid Bergman a partir com o marido num avião, em vez de ficar nos braços dele em Marrocos. E o convencimento passa por outra frase antológica: “Nós sempre teremos Paris”.

 

 

4.  “Totó, tenho um pressentimento de que não estamos mais no Kansas.”

Dorothy (Judy Garland) em O Mágico de Oz (1939)

Após desejar intensamente viver numa terra “além do arco-íris”, a sonhadora Dorothy é sugada por um furacão e pousa num lugar fantástico, de um belo technicolor (o filme é todo em sépia até esta cena). O que a menina e seu cachorrinho veem são flores superdimensionadas e um riacho artificial, como numa alucinação. A frase pegou – e passou a ser dita sempre que um americano se vê num lugar perigoso, ou muito estranho. 

 

 

3. “Você não entende! Eu podia ter classe. Podia ter sido um pugilista. Eu podia ter sido alguém… Em vez de um vagabundo, que é o que eu sou.”

Terry Malloy (Marlon Brando) em Sindicato de Ladrões (1954)

Quando seu próprio irmão tenta obrigá-lo a aceitar um serviço sujo, para fazer uma graninha extra, o ex-boxeador Terry lembra que no passado perdeu uma luta de propósito (valendo título!). Tinha sido convencido pelo mesmo mano, para ficar com o dinheiro das apostas. Mas a fraude não compensou e, a partir daquele dia, foi só ladeira abaixo.

 

 

2. “Eu vou fazer uma oferta que ele não poderá recusar.

Vito Corleone (Marlon Brando) em O Poderoso Chefão (1972)

O cantor Johnny Fontane acha que a salvação para sua popularidade é participar de um filme, mas o produtor está irredutível e não quer contratá-lo. Ele então pede ajuda ao padrinho mafioso, que garante: vai convencer o tal produtor. Por bem ou por mal. A cena foi inspirada em Frank Sinatra, que precisou de uma ajudinha da máfia para fazer parte do drama de guerra A um Passo da Eternidade (1954), que lhe deu o Oscar de melhor ator coadjuvante e ressuscitou sua carreira.

 

 

1. “Francamente, minha querida, eu não dou a mínima.”

Rhett Butler (Clark Gable) em E o Vento levou (1939)

A patricinha Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) passa as longas horas desse épico sem dar bola para o amor sincero de Rhett Butler. Quando enfim descobre que ele é o cavalheiro perfeito para ela – o único que aguenta suas frivolidades –, chora um monte e se declara: sem o bigodudo, não saberia o que fazer da vida. Mas a resposta de Rhett deixa claro: ela foi mal de timing.