Cartão amarelo desconta do salário dos jogadores? Entenda
Seleção brasileira deve pagar mais de R$500 mil à Fifa por cartões amarelos
Após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, no último domingo (5), as obrigações da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com a Fifa ainda não terminaram. Ela terá de pagar mais de R$ 500 mil em multas acumuladas ao longo do torneio.
O motivo para uma conta tão alta? Os cartões amarelos. Além de repreender os jogadores em campo, eles também vêm acompanhados de uma bela multa para as seleções. O valor é pago pela própria confederação e não é descontado do salário dos jogadores.
Os temidos cartões amarelos são aplicados quando um jogador comete uma infração de média gravidade, que não justifica uma expulsão. Pode ser uma falta, uma infração disciplinar (como tirar a camisa durante o jogo), demorar demais para cobrar um escanteio, entre outras situações. Caso o mesmo jogador acumule dois cartões, ele pode ser suspenso.
Na atual Copa do Mundo, cada cartão amarelo gera uma multa de 10 mil francos suíços, o equivalente a cerca de R$ 64 mil.
E não para por aí. Quando um jogador é expulso após receber o segundo cartão amarelo do torneio, a multa sobe para 15 mil francos suíços, cerca de R$ 97 mil. Essas situações são chamadas de “cartão vermelho indireto”. Já um cartão vermelho direto custa 20 mil francos suíços, aproximadamente R$ 129 mil.
Tudo isso está previsto no Código Disciplinar da Fifa (veja a página 62), que não prevê qualquer desconto no salário dos atletas, e descreve uma multa direcionada à federação responsável pela seleção. Além disso, também determina que a multa não poderá ser reduzida, independentemente da performance do time.
Outras competições organizadas pela Fifa, como a Copa do Mundo Feminina e a Copa do Mundo de Clubes, também aplicam multas desse tipo, embora com valores diferentes.
O Brasil recebeu oito cartões amarelos ao longo de cinco jogos. No total, isso representa 80 mil francos suíços, o equivalente a mais de R$ 512 mil de multa para o Brasil. Até o momento, a CBF não divulgou quando nem como fará o pagamento.
Na fase de grupos, foram dois contra o Marrocos, para Roger Ibañez e Casemiro; um diante do Haiti, para Douglas Santos; e outros dois contra a Escócia, para Fabinho e Danilo. No mata-mata, vieram mais dois cartões na partida contra o Japão, novamente para Casemiro e Danilo. No último jogo, contra a Noruega, Neymar recebeu um cartão amarelo no fim do segundo tempo.
Após a fase de grupos, os cartões são zerados. O mesmo acontece antes das quartas de final. Essa regra, porém, vale apenas para efeitos de suspensão, e as multas continuam sendo cobradas das seleções. Por isso, Casemiro e Danilo tinham um saldo “limpo” quando receberam mais um cartão amarelo no mata-mata.
O Brasil não é o único país a acumular multas desse tipo. O Paraguai, por exemplo, terá de pagar 110 mil francos suíços, após receber nove cartões amarelos e um vermelho. Já o Equador acumula 100 mil francos suíços em multas, com oito cartões amarelos e um vermelho.







