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Complexo de museus: O sótão onde cabe tudo

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h46 - Publicado em 31 out 2004, 22h00

O maior complexo de museus do mundo, o Smithsonian Institution, em Washington, é carinhosamente apelidado de o “sótão da nação americana”. Parece que é o lugar preferido dos americanos para colocar aquelas coisas que foram importantes no passado, mas com as quais já não sabem mais o que fazer. Em meio aos seus 16 museus e galerias é possível encontrar: a cápsula da Apolo 11, que levou o homem à Lua; o telefone de Alexander Graham Bell; o avião de Charles Lindbergh; a dentadura de George Washington; e os sapatos cor-de-rubi que a atriz Judy Garland usou em O Mágico de Oz. No total, o Smithsonian possui mais de 140 milhões de peças, o maior acervo do mundo. Para cuidar de tudo, são necessários mais de 6 000 funcionários. Os museus ocupam um conjunto de prédios perto do Capitólio, a sede do Congresso americano. O complexo abriga também um zoológico.

O instituto foi fundado em 1846, graças às doações de um rico cientista inglês, James Smithson. Ao morrer, ele deixou sua fortuna para um sobrinho e, no testamento, determinou que, se este morresse sem deixar herdeiros, os cerca de 500 000 dólares deveriam ir para “Os Estados Unidos da América, para fundar em Washington, sob o nome de Smithsonian Institution, uma instituição para a expansão e a difusão do conhecimento entre os homens”. Não se sabe o motivo que o levou a fazer isso, já que Smithson nem sequer conhecia os Estados Unidos. Há quem diga que foi uma vingança contra a rigidez da sociedade britânica, que lhe negara o direito de usar o nome do pai, por ter sido um filho bastardo.

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