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De onde vem o fascínio de Hollywood com as múmias do Egito?

O terror "Maldição da Múmia", estreia da semana, é a nova produção a beber dessa fonte para criar um monstro.

Por Diego Facundini 16 abr 2026, 16h01 | Atualizado em 29 abr 2026, 11h40
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Na vida real

Imagem de uma múmia na Tumba de Amenophis II, Vale dos Reis.
(Ilbusca/Getty Images)

A mumificação foi prática comum em muitas culturas ao redor do mundo, mas a tradição dos antigos egípcios – que perdurou por quase 3 milênios – é a mais conhecida. Para eles, corpo e alma eram inseparáveis, e preservar o cadáver era uma forma de garantir a continuidade no pós-vida. Retiravam-se cérebro e vísceras; depois, o corpo seco e enrolado em faixas de linho era armazenado nas tumbas junto a amuletos e itens preciosos.

O filme que inspirou o nome da banda Black Sabbath

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Nasce a egitomania

Imagem em litogravura de Napoleão Bonaparte na Batalha das Pirâmides, no Egito, em 1798.
(Hulton Archive/Getty Images)
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Em 1798, Napoleão invadiu o Egito e levou consigo mais de 150 cientistas. Os registros por eles produzidos, assim como a subsequente tradução dos hieróglifos, fundaram a disciplina da egiptologia e fizeram o interesse sobre a região disparar. O Egito passou a ser explorado à exaustão na cultura pop e inspirou até uma corrente arquitetônica, o art déco. E as múmias, tiradas de seus leitos de morte, viraram objeto de museu; algumas, artefatos comerciais.

O monstro

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Imagem de uma múmia correndo atrás de um homem. Ilustração do livro de Arthur Conan Doyle publicado ma Harper's Monthly Magazine em setembro de 1892.
(Martin van Maële/Domínio Público)

Diferentemente de criaturas como Frankenstein e Drácula, a múmia que conhecemos do cinema não tem uma única origem literária. Junto com a alta no interesse pelo Egito, o personagem começou a tomar forma na literatura inglesa do século 19, por diversos autores. Foi Sir Arthur Conan Doyle (o criador de Sherlock Holmes), por exemplo, quem introduziu conceitos como o da “múmia vingativa” e o pergaminho que traz o cadáver de volta à vida.

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Luzes, câmera

Imagem de uma múmia em seu sarcófago. Cena do filme
(Ullstein bild Dtl./Getty Images)
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A Múmia (1932) foi quem fez do personagem um monstro de Hollywood. Com Boris Karloff no papel do sacerdote Imhotep, o filme integra a clássica coleção de terror da Universal, o primeiro universo compartilhado dos cinemas. Karloff, porém, só aparece no look enfaixado na primeira cena. O arquétipo da múmia que conhecemos (muda, monstruosa e toda embrulhada) é fruto dos filmes de Tom Tyler e Lon Chaney Jr., lançados nos anos 1940.

As novidades

Imagem de uma múmia voltando a vida. Cena do filme
(Reprodução/Divulgação)

A história de Imhotep se repetiu nos filmes A Múmia dos anos 2000, com Brendan Fraser, e no de 2017, com Tom Cruise (que foi um fiasco). Maldição da Múmia promete ser diferente. Na trama, a filha desaparecida de um jornalista é achada viva dentro de um sarcófago milenar. A ideia é fazer uma “grande história investigativa”, que coloca a múmia “em contraste com um trauma do mundo real”, disse à Super o diretor Lee Cronin.

Leia a entrevista completa com Cronin aqui.

 

 

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