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Depilação reconhecida

A inclusão no Oxford foi mais uma conquista para a tal depilação brasileira, que tem feito mais sucesso internacional que a Seleção de Parreira ou a moderação de Lula.

Denis Russo Burgierman

Alguém por favor toque o hino. Surgiu mais uma razão para manifestarmos nosso orgulho cívico. Segundo o dicionário mais prestigioso do mundo, o substantivo Brazilian, “brasileiro” em inglês, acabou de ganhar um outro significado. Na nova edição do sisudo Dicionário Oxford de Inglês, além de “nativo ou habitante do Brasil”, a palavra significa “um estilo de depilação por cera na região púbica no qual quase todo o pêlo é removido, com exceção de uma pequena faixa central”. Ou seja, aquilo que por aqui tem o simpático apelido de “bigodinho”, ou o menos politicamente correto “bigodinho de Hitler” (nomes que aliás não constam do Aurélio).

A inclusão no Oxford foi mais uma conquista para a tal depilação brasileira, que tem feito mais sucesso internacional que a Seleção de Parreira ou a moderação de Lula. Popularizado em Nova York pelo já lendário salão de beleza J. Sisters, que deve o nome às proprietárias Jocely, Jonice, Joyce, Janea, Jussara, Juracy e Judseia Padilha, o bigodinho é coqueluche entre ricas e famosas. A atriz Gwyneth Paltrow chegou a afirmar que a “brasileira” mudou sua vida, numa provável referência ao ganho de qualidade que o ato sexual teria depois do doloroso procedimento. Primeiro Hollywood, agora Oxford. Depois o mundo.