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Heróis vitorianos

No Cairo, Mina encontra um esquálido Allan Quatermain, maltratado pelo ópio. Em Paris, com a ajuda do detetive Dupin, ela tem um encontro com o doutor Jekyll e seu temível alter ego senhor Hyde.

Cíntia C. da Silva

Em 1889, um vilão abominável ameaça a paz e a soberania do Império Britânico. Para combater o terror iminente, um agente do governo recruta um grupo especial. É tarefa da misteriosa Mina Murray embarcar no lendário submarino Nautilus, do capitão Nemo, e sair em busca dos outros heróis que farão parte da Liga Extraordinária.

No Cairo, Mina encontra um esquálido Allan Quatermain, maltratado pelo ópio. Em Paris, com a ajuda do detetive Dupin, ela tem um encontro com o doutor Jekyll e seu temível alter ego senhor Hyde.

De volta a Londres, ela visita um internato em que mocinhas acreditam no poder conceptivo do Espírito Santo. Na verdade, os milagres não passam de obra de Hawley Griffin, o homem invisível.

Todos reunidos, falta deter o lunático que pretende destruir Londres. Eis o enredo original de As Aventuras da Liga Extraordinária (Pandora Books). A idéia de reunir grandes personagens da literatura (criados por Bram Stoker, Júlio Verne, H.R. Haggard, H.G. Wells e Robert Louis Stevenson) numa história em quadrinhos é mérito do escritor inglês Alan Moore. Já o visual deslumbrante é fruto da arte refinada de Kevin O’Neill. Adaptado para o cinema em 2003, com Sean Connery no papel de Allan Quatermain, o filme deu uma bela amenizada na história. Com isso, perdeu muito do velho e bom “humor inglês”.