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Movido a oceano

Universidade brasileira está estudando a geração de energia nas ondas do mar.

Lúcia Martins

O mar, quando quebra na praia, é bonito. E é também um tremendo desperdício de energia. Aquela força toda poderia estar ajudando o país a escapar do apagão. Um projeto da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), do Rio de Janeiro, está tentando arrumar um jeito de corrigir esse problema. Trata-se de uma usina elétrica movida pelas ondas do mar. O projeto se baseia numa central que o governo português construiu em 1999 no arquipélago de Açores, a primeira do gênero no mundo. O maior problema da tecnologia é que a capacidade de produção de energia de usinas de onda é limitada. A central de Açores pode fornecer energia para, no máximo, 5 000 pessoas. Para aumentar a produção, seria necessária a construção de várias centrais. “Mas isso não será problema em um país como o Brasil, com uma costa tão grande”, afirma o engenheiro Antônio Falcão, professor da Universidade Técnica de Lisboa, e autor da idéia original. Pois é, todo mundo tem que ajudar. Até o mar.

Pegando onda

A força do mar move um gerador

1 – A abertura na frente da usina deixa a água entrar a cada vez que uma onda arrebenta

2 – A subida rápida do nível da água dentro da central faz com que uma grande quantidade de ar seja jogada para cima

3 – O vento gerado pela subida no nível do mar gira uma turbina que produz energia elétrica