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O museu dos museus

Nada substitui a sua forma pessoal de olhar e entender a arte.

Sérgio Miranda

Nos salões, paredes ou pequenos desvãos de cada museu encontramos as peças que contam a história da arte. Ela é a própria trajetória das capacidades que o homem desenvolveu para sintetizar suas emoções, feitos, crenças, mitos e cultura em uma criação de valores estéticos. A tudo isso chamamos arte. Pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, objetos e instalações permitem ao homem criar para mostrar ao mundo o que pensa, estimular e distrair a si mesmo e aos outros, explorar os sentidos, enfim, comunicar-se. Para contar essa história, críticos e especialistas classificam as artes plásticas por períodos, estilos ou movimentos artísticos. Nas salas, corredores e jardins do nosso Museu dos Museus você está convidado a conhecer parte dessa história. É claro que esse é apenas um dos passeios possíveis. Até porque a viagem completa e definitiva pelo universo da arte exige uma experiência pessoal e íntima, que se enriquece em cada uma de suas nuances. Nada substitui a sua forma pessoal de olhar e entender a arte.

VERTENTES

Dois caminhos para a arte na antigüidade: a egípcia reflete a religião e a grega liga-se à razão. Ambas vão influenciar as artes romana, paleocristã, bizantina e islâmica. As escolas medievais – românica e gótica – elevam ao extremo o divino e o sobrenatural. Vêm as Iluminuras e os artistas que abrem as portas do Renascimento

1 . PRÉ-HISTÓRIA

2 . EGÍPCIA

3. GREGA

4 . ROMANA

5 . PALEOCRISTÃ

6 . ISLÃ

7 . BIZANTINA

8 . ROMÂNICA

9 . GÓTICA

Renascimento

O Renascimento revive a antiga cultura greco-romana e incorpora os progressos movidos pelo ideal humanista no campo das artes, da literatura e das ciências. A religiosidade é um tema importante, mas agora os deuses têm forma humana. As artes plásticas refletem racionalidade e rigor científico, valorizando o ser humano e a natureza. O ideal de liberdade renascentista exalta o conceito de indivíduo e, com isso, os artistas ganham estilo pessoal. Nasce a pintura a óleo

Abstracionsimo

Também chamado de expressionismo abstrato, suprime a relação entre a realidade e a obra. Linhas, planos e cores rompem com a significação que esses elementos sugerem. Na fase Informal predominam as emoções. O debate intelectual sobre o conceito do abstrato origina novas escolas

Expressionismo

Com forte apelo psicológico, cores vibrantes e pinceladas violentas, a arte do instinto deforma a figura para ressaltar o sentimento. Não quer destruir os efeitos do impressionismo, mas avançar em suas propostas

Arte Abstrata

Escola independente que cresce e se desenvolve nas Américas. Cria uma pintura de ação gestual, que reflete emoções intensas, com gestos agressivos e espontâneos. Excluem-se pincéis, trinchas, espátulas e utiliza-se tinta a óleo, pasta de areia e vidro moído

Impressionismo

Movimento que revolucionou a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século 20. A pintura deve refletir a impressão do artista no momento do registro da obra, com todos os elementos naturais que interferem na criação. As cores puras se misturam pelo olhar do espectador e nunca pelas pinceladas. As figuras desprendem-se de contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar as imagens

Orientais

Conhecidas por sua cerâmica, as civilizações orientais têm enormes contribuições para a história da arte contada no Ocidente. Uma das técnicas mais desenvolvidas – a gravura – foi criada na China. A arte japonesa influenciou a obra de Toulouse-Lautrec, Monet, Van Gogh e Manet

Pré-colombianos

A arquitetura religiosa, a cerâmica, o realismo das figuras, as pinturas murais e a reprodução do imaginário coletivo são características da arte nas civilizações pré-colombianas. Conceitos retomados pelos muralistas mexicanos – Rivera, Orozco, Siqueiros e Tamayo