🔥 Esquenta Black Friday com PREÇO BAIXO! Assine Revista Impressa + Digital Premium e aproveite! 🤑

O que acontece quando humanos chegam a um mundo habitado?

A experiência da expansão colonial europeia durante as grandes navegações dá uma dica: não é muito bonito de ver

Por Reinaldo José Lopes 11 mar 2011, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 19h04
O que acontece quando humanos chegam a um mundo habitado? Priorizar nos meus resultados Google

Se existir mesmo vida inteligente em outros lugares do Universo, é provável que vários séculos se passem antes que a humanidade tenha chance de encontrá-la cara a cara. Por isso, o único guia para especular sobre como seria esse encontro é a própria história da Terra. Pois é, você adivinhou: pelo menos no começo, é bem possível que o principal legado desse primeiro contato seja uma vasta contagem de corpos.

E não precisa nem ser por causa de violência de parte a parte. A julgar pelo que aconteceu quando regiões desconhecidas por terráqueos ocidentais foram visitadas pela primeira vez, o buraco é mais embaixo e atende pelo nome de imperialismo ecológico. É o fenômeno responsável pelo fato de o Brasil estar infestado de espécies africanas de gramíneas, ter o mosquito da dengue (um “produto de importação” asiático) entre sua fauna e, principalmente, pelas epidemias de doenças “bobas” – sarampo, catapora, caxumba – que mataram muito mais indígenas nas Américas, na Austrália e na Polinésia do que as armas do “homem branco”.

Sem competição

Aqui na Terra, o imperialismo ecológico acontece porque as espécies de plantas, animais e micróbios de um continente não possuem inimigos naturais nem predadores em outro continente. Por isso, proliferam insanamente. No caso de doenças infecciosas, a falta de imunidade natural, desenvolvida ao longo de gerações de pessoas que, digamos, pegaram catapora na infância, fez os povos nativos morrer feito moscas a um mero espirro dos europeus.

Continua após a publicidade

É claro que há vários senões quando a situação deixa de ser transcontinental e vira transplanetária. Um ambiente alienígena é tão, bem, alienígena que espécies da Terra teriam muito mais dificuldade em saltar com sucesso para ele. Aliás, o próprio organismo ET seria tão esquisito que só os micróbios terráqueos mais ninjas dariam um jeito de explorá-lo. Por outro lado, as oportunidades do ponto de vista da seleção natural seriam tão grandes que conseguir dar o salto acabaria sendo, talvez, questão de tempo.

Continua após a publicidade

Caso você não tenha notado, a faca corta dos dois lados. Parasitas ETs também estariam loucos de vontade de nos atacar. Decerto os viajantes espaciais terão uma política de esterilização radical, mas o que já se sabe sobre a resistência de microrganismos sugere que não dá pra fazer mágica – algum vai acabar escapando.

Continua após a publicidade

A questão de um conflito armado entre aliens e nós é mais delicada. A sociedade moderna tenta cada vez mais ser tolerante em relação a outras culturas. Mas, se toparmos com uma civilização tecnologicamente inferior, sentada em cima de recursos naturais valiosos, tudo o que sabemos sobre a história humana sugere que, se eles não liberarem a mixaria por bem, nós vamos acabar querendo pegá-la por mal.

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo conteúdo digital, sobre fundo escuro com o texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).