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O recuo da bateria

É bonito e não obrigatório, mas necessário: a bateria precisa estacionar no meio do desfile para que outras alas se aproximem dela, o que evita que saiam do samba. Entenda a execução dessa manobra que pode valer o Carnaval

1. Ô abre alas

Quem vem atrás da bateria tem que ficar esperto. Uma estratégia é colocar ali uma ala de passistas, que podem ocupar o espaço agil e fluidamente sambando.

2. O mundo é um moinho

Hoje, 70% das baterias fazem o recuo lateral. Os ritmistas não andam de lado; quando chegam à altura do espaço reservado, todos param, giram 90º à esquerda e entram de frente. Lá dentro, giram outros 180º, ficando então de frente para a avenida.

3. Devagar, devagarinho

A um sinal do “harmonia geral”, as alas à frente da bateria desaceleram. A manobra permite que a bateria entre no recuo sem que se forme um buraco.

4. Batucada da vida

A bateria volta no final do desfile. Um retorno malfeito pode custar pontos nos quesitos harmonia e evolução.


Outros recuos

A. De frente

A bateria entra de frente e, como está “ao contrário”, abre-se um corredor no meio dela para que os percussionistas voltem às posições originais.

B. De ré

A bateria passa pelo espaço do recuo e, ao sinal do diretor de bateria, os ritmistas andam de costas, tocando e sem sair da formação.

 

Fontes: Mestre Tornado, da Sociedade Rosas de Ouro; Mestre Sombra, do Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre; Mestre Barroquinha, da Barroca Zona Sul; Marcos dos Santos, do centro de documentação e memória do samba.