Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Os esquimós têm mesmo vários nomes pra neve?

Por Anna Virginia Balloussier
Atualizado em 31 out 2016, 19h05 - Publicado em 19 mar 2011, 22h00

Tudo bem que, para o esquimó, neve é que nem o Sarney: não adianta reclamar, ele está sempre lá. Mas daí a dizer que os nativos do Ártico batizaram dezenas de variações de neve é demais. Tudo começou com uma teoria linguística, e a partir daí foi, bem, uma bola-de-neve. Saiba a verdade sobre esse e outros mitos de linguagem.

Telefone-sem-fio
Conheça alguns mitos linguísticos

Os esquimós possuem dezenas de palavras para dizer neve.

A LENDA Tudo começou com uma estimativa do linguista Benjamin Whorf de que os esquimós “provavelmente teriam” 7 palavras para neve. Os jornalistas americanos se entusiasmaram com a ideia e o número foi aumentando. Em 1984, um editorial do New York Times garantia serem mais de 100.

A VERDADE Alguns somam as “neves” de idiomas diferentes como se fossem do mesmo. Além disso, as línguas esquimós confudem por somarem palavras: em inuinnaqtun, neve é patu, que forma, entre dúzias de exemplos, patuqutaujuq, “coberto por neve congelada e brilhante”.

Continua após a publicidade

A palavra saudade só existe em português.

A LENDA Um patrimônio imaterial da civilização lusitana, a palavra emplacou o 7º lugar no ranking de palavras mais difíceis de traduzir da empresa britânica Today Translations, publicado em 2004.

A VERDADE “É como dizer que não sabemos expressar quantidades por não termos many e much“, diz Bruno Dallari, da PUC-SP. O inglês tem o verbo miss, e o espanhol a añoranza.

Em chinês, crise se escreve com perigo E oportunidade.

Continua após a publicidade

A LENDA – A história surgiu em 1938, em um jornal para missionários na China, e ficou famosa em um discurso de John Kennedy. Desde então, foi repetida por Nixon, Al Gore e manuais de autoajuda.

A VERDADE – “Crise”, em mandarim, é wëijï; wëi realmente quer dizer “perigo”. Mas já não tem nada a ver com oportunidade: é uma partícula que só ganha esse significado combinado com huì (“ocasião”).

Fontes: The Great Eskimo Vocabulary Hoax and Other Irreverent Essays on the Study of Language, de Geoffrey K. Pullum; Victor Mair, especialista em línguas asiáticas da Universidade Harvard.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.