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Projeto vai tatuar a Declaração Universal dos Direitos Humanos em pessoas ao redor do mundo – uma letra por vez

A expectativa é gravar as letras que compõem o texto na pele de quase sete mil pessoas

Por Jessica Soares
Atualizado em 4 nov 2016, 19h16 - Publicado em 29 jul 2016, 18h45

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. É o que manda o Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Já se passaram quase 68 anos desde que o documento foi adotado pela Organização das Nações Unidas, mas ainda temos que caminhar um bocado para colocar em prática o ideal comum que as nações pós-guerra imaginaram para um mundo com paz e igualdade. Foi pensando em difundir a importância de fazer valer esses direitos (e estabelecer um novo compromisso de estendê-los a todos e todas), que o holandês Sander van Bussel deu início ao Human Rights Tattoo, projeto que vai gravar o texto do documento na pele de pessoas dos quatro cantos do mundo.

A meta do artista é tatuar, letra por letra, toda a Declaração Universal dos Direitos Humanos – um total de 6773 caracteres. Cada participante do projeto pode tatuar apenas uma letra, não importando a fonte, localização ou cor do desenho. Isso significa que, quando o projeto for concluído, um grupo de 6773 pessoas de todo o mundo vai passar a levar na pele um pedacinho do importante texto. “Ter uma das letras da Declaração na pele significa ser lembrado dos direitos que são seus e de todo o mundo. É uma maneira de colocar a sua assinatura sob a Declaração dos Direitos Humanos, só que, neste caso, um pedaço do documento é assinado em você. E você vai carregá-lo com você. Para o resto da sua vida”, explica o site da iniciativa.

A ideia do projeto surgiu em 2012, quando o holandês perdeu o amigo Steven Nyash, artista e ativista assassinado enquanto trabalhava em Korogocho, no Quênia. “Sua morte me chocou, e, ao mesmo tempo, me fez refletir. O que eu poderia fazer com os meus talentos? Eu senti que eu poderia fazer algo. Ser artista não me dá um monte de ferramentas para mudar o mundo, mas a minha ideia de tatuar a Declaração dos Direitos Humanos – que une as pessoas em uma crença comum – parecia ser um bom passo”, o artista contou ao DAZED.

Além de um compromisso e lembrete individual a ser assumido pelos quase sete mil participantes, Bussel vê na escritura em tinta um potencial multiplicador. “Uma tatuagem significa um compromisso de longo prazo, para a vida. Não é algo que as pessoas costumam decidir casualmente. É por isso que tatuagens são uma boa forma de começar uma conversa. Muitas das pessoas que participam do projeto escolhem fazer a tatuagem na parte inferior dos braços ou nas mãos, de modo que eles são capazes de contar sua história e ampliar o conhecimento sobre os direitos humanos”, afirma. Um lembrete que o artista acredita ser particularmente importante quando se leva em conta que ainda vivemos em um mundo em que o princípio de que todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos é desrespeitado. “Se a primeira frase da Declaração ainda deixa de ser cumprida 68 anos depois, não se trata apenas de uma violação, estamos ignorando a sua existência”, completa.

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Até o momento, 2959 tatuagens – feitas em 11 países, por 76 tatuadores parceiros, em pessoas de 55 nacionalidades – já foram registradas no site oficial do projeto. Além da foto de cada letra, que já começam a formar o texto da Declaração, é possível conhecer um pouquinho sobre cada um dos participantes. Todos que dedicam um centímetro quadrado de suas peles à iniciativa são convidados a registrar o seu nome e um posicionamento sobre porque escolheram fazer parte do projeto.

Ainda não há data prevista para uma passagem pelo Brasil, mas é possível acompanhar os novos destinos da iniciativa pela página do projeto no Facebook.

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