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Site mostra quais filmes e séries incluem acusados de assédio

Basta inserir o nome do filme ou série e é possível saber se o diretor, atores ou algum dos produtores foram denunciados

Em outubro de 2017, foi publicado no jornal The New York Times um dossiê que acusava Harvey Weinstein, um dos maiores produtores de Hollywood e fundador da Miramax, de inúmeros abusos sexuais contra atrizes, entre elas Ashley Judd.

O escândalo funcionou como um incentivo para outras dezenas de relatos de assédios contra o executivo e diversos outros atores renomados, como Kevin Spacey e Dustin Hoffman.

Para guiar o público e empresas pela série de denúncias, o site Rotten Apples criou uma lista na qual basta inserir o nome do filme ou série e é possível saber se o diretor, atores ou algum dos produtores foram denunciados pelo crime.

Produções que incluem o nome de algum dos acusados são classificadas como “rotten apples” (maçãs podres), enquanto produções nas quais acusados não atuam são classificadas como “fresh apples” (maças puras). Para realizar a consulta, é necessário inserir o título do filme ou série em inglês.

Cada nome listado tem um link para uma fonte confiável sobre a denúncia. Se buscamos Pulp Fiction, por exemplo, o clássico filme de Quentin Tarantino, sabemos que, além do próprio Weinstein e seu irmão Bob, John Travolta, que integra o time de atores do filme, também já foi acusado de assédio sexual por um massagista. Amigo pessoal de Weinstein, Tarantino admitiu saber dos casos de assédio e se declarou “envergonhado” por não ter feito nada a respeito.

Após ser colocado no ar, o “Rotten Apples” rapidamente viralizou. O nome do site foi inspirado no quase homônimo “Rotten Tomatoes”, famoso por suas críticas sobre filmes e séries.

Criado por quatro publicitários em Los Angeles, a base de dados do “Rotten Apples” inclui 19 mil nomes de atores, atrizes, produtores e diretores.

Apesar da espiral de denúncias parecer nunca acabar, à época em que o site foi lançado os criadores disseram que apenas 23% do banco de dados era classificado como “podre”. Ou seja, 77% dele estava, felizmente, “puro”.

Este conteúdo foi originalmente publicado na Exame.com