GABRILA65162183544miv_Superinteressante Created with Sketch.

Super Escolhas

1. Indo e vindo infinito

Isto aqui é um relógio, o Polar Clock. O círculo mais externo marca os segundos; o seguinte, os minutos; e assim por diante até o mais interno, que mostra o mês. Trata-se da invenção mais hipnótica no quesito “objetos para ver o tempo passar” desde a criação da ampulheta. Você pode baixá-lo de graça para usar como protetor de tela. E tem para iPhone também.
blog.pixelbreaker.com/polarclock/

2. Eureca

Arquimedes foi um dos maiores matemáticos do mundo antigo: calculou o valor de pi no século 2 a.C. e definiu o conceito de infinito. Mas a única fonte que existe sobre as teorias dele é uma cópia manuscrita de seu trabalho feita há 1 000 anos, que foi parcialmente apagada nos anos 1300 para escreverem orações no lugar e passou por maus bocados nos últimos séculos – uma amostra de como a reconstrução da história depende de fontes precárias. Essa mistura de matemática com aventura arqueológica deu neste livro. Bela receita.

Códex Arquimedes

Reviel Netz e William Noel, Editora Record, 322 páginas, R$ 49

3. Uma nova 2ª Guerra

Qual país mais sofreu com a 2ª Guerra? A Polônia? Não: Ucrânia e Belarus. E a França? Ela não resistiu à invasão nazista porque a força militar do inimigo era muito maior? Nem tanto, já que os franceses tinham tantos tanques quanto a Wehrmacht, o Exército alemão. A força dos EUA? Era relativa: eles não tinham mais soldados que a Polônia. Pois é. O historiador Norman Davies faz o que parecia impossível neste livro: traz uma nova luz ao conflito mais importante de todos os tempos. Obrigatório.

Europa na Guerra
Norman Davies, Editora Record, 602 páginas, R$ 72

4. Jonas Brothers nasestrelas

Um assassino vem do futuro para matar você. Por quê? Bom, porque seu “eu do futuro” arrumou problemas com ele lá na frente e o cara resolveu cortar o problema pela raiz. Essa farofada temporal é a premissa deste novo Jornada nas Estrelas – uma trama à altura da de Os Trapalhões no Rabo do Cometa, (1985), em que Didi, Dedé, Mussum e Zacarias viajam no tempo enquanto são perseguidos por um bruxo. Outra semelhança: no filme dos Trapalhões, o quarteto aparece na forma de crianças de desenho animado; neste Star Trek, os personagens têm a idade dos Jonas Brothers. Roteiro à parte, o diretor J.J. Abrams (de Lost e Cloverfield) mandou bem nos efeitos visuais e caprichou na versão moderna da Enterprise. Para os mais fanáticos, isso já vale.
Star Trek: 8/5 nos cinemas

5. Um novo nazismo

Um professor faz seus alunos simular a Alemanha nazista na sala de aula. A molecada gosta do clima de união, disciplina e asseio que emerge. Gosta tanto que, para alguns, aquilo vira a grande razão da existência. E as consequências você já imagina. A Onda é um remake de um filme americano feito para a TV em 1981. Agora, nessa versão alemã para o cinema, ganha a dimensão que merece. E mostra que o fascismo não é uma doença erradicada – nem na Alemanha nem em lugar nenhum.
A Onda: nos cinemas dia 29/5

6. YouTube do século 19

Tem um canal no YouTube com vídeos de dois gatos lutando boxe, de um sujeito fazendo uma dancinha estranha, de um cara tomando um capote… “Grande m…”, diria qualquer um. Mas não: o canal é o da biblioteca do Congresso americano e os vídeos são filminhos feitos por Thomas Edison em pessoa na década de 1890. As microproduções popularescas, parecidas na essência com os vídeos de YouTube de hoje , foram feitas para cinemascópio, um precursor dos projetores de cinema. E mostram que certas coisas nunca mudam.
tiny.cc/edison

7. Calhambeque do futuro

Há 100 anos os carros tinham joystick no lugar do volante, eram superleves e boa parte usava motor elétrico. Epa: eram carros do futuro! Os designers da Mercedes se tocaram disso e retomaram a linha calhambeque com o F-Cell Roadster. É um carro- conceito, que pode ou não ser lançado. Mas trata-se de uma alternativa charmosa para um mundo em crise, com motor elétrico movido a hidrogênio e 1,6 cavalo de potência – 40 vezes menos que um Celtinha!

8. Melhor literatura de banheiro

Qual a diferença entre astecas e incas? Entre comunismo e socialismo? Entre Coca e Pepsi? Eis a pegada deste livro: falar de um monte de assuntos a partir das diferenças entre coisas parecidas. Tá aí a diferença entre um livro de curiosidades legal e um chato. Nos legais, o autor apresenta as informações que quer dar dentro de um contexto bacana. É o caso deste aqui.

Qual a Diferença?

Varios autores, Matrix Editora, 190 páginas, R$ 29,90

9. O código Michelangelo

Seria a Capela Sistina o maior ARG da história? Bom, os criadores dos ARGs (Jogos de Realidade Alternativa, na sigla em inglês) colocam pistas escondidas em sites e jornais e você interpreta o que elas querem dizer. Para alguns, Michelangelo fez exatamente isso: encheu a capela de mensagens secretas. Uma teoria, por exemplo, diz que este “buraco” aqui em cima de onde Deus sai é um cérebro (e as crianças, miolos). Este livro traz interpretações assim e vai mais longe, defendendo a tese de que Michelangelo pintou ali até ofensas ao papa. Vale pela brincadeira de detetive.

Os Segredos da Capela Sistina Benjamin Blech
Editora Objetiva, 362 páginas, R$ 59,90