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Valor simbólico

Antes da invenção da moeda, os pagamentos eram feitos com mercadorias em espécie, como carneiros, porcos, sal, conchas e peles.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h49 - Publicado em 28 fev 2002, 22h00

As primeiras moedas foram cunhadas na Lídia, berço de uma importante civilização que floresceu na região da Anatólia, atual Turquia, por volta do século VII a.C. Espalharam-se rapidamente como uma grande novidade nas cidades do Mediterrâneo, sendo adotadas como uma forma ideal para o comércio. Antes da invenção da moeda, os pagamentos eram feitos com mercadorias em espécie, como carneiros, porcos, sal, conchas e peles. A palavra salário, por exemplo, surgiu da porção de sal que era dada como pagamento na Roma antiga, antes da introdução da moeda. Com o tempo, lingotes de metais passaram a substituir essas mercadorias – por serem mais duráveis, mais fáceis de carregar e por poderem ser fundidos em diferentes pesos, facilitando a barganha nos mercados. Dos lingotes para as moedas foi outro passo importante porque, nas moedas, o valor já não equivalia ao peso – a impressão do rosto do soberano (governador, rei ou imperador) num dos lados é que passou a garantir o valor de face, como se fosse um cheque assinado. Esse é o princípio que regula a moedas ainda hoje.

• As moedas de ouro mais antigas, cunhadas provavelmente por volta do século IV a.C., foram encontradas no templo grego de Éfeso, dedicado a Ártemis, erguido na atual Turquia.

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