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História

A cara do passado

Estes rostos, reconstruídos pelo arqueólogo sueco Oscar Nilsson a partir de ossadas descobertas na Europa, mostram um pouco de como era a vida na Pré-História e na Idade Antiga.

por Bruno Garattoni Atualizado em 17 ago 2020, 19h00 - Publicado em 21 fev 2020 17h06

Estes rostos, reconstruídos pelo arqueólogo sueco Oscar Nilsson a partir de ossadas descobertas na Europa, mostram um pouco de como era a vida na Pré-História e na Idade Antiga.

Fotos Oscar Nilsson | Texto Bruno Garattoni | Design Lucas Jatobá

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Oscar Nilsson/Reprodução

Ele era um beaker: povo agrário que viveu na Europa continental durante a Idade do Bronze e chegou à Inglaterra por volta de 2.200 a.C. Entre 6 e 9 anos de idade, passou muita fome – e sua estrutura óssea ficou comprometida pela desnutrição. Media 1m71, tinha anemia e morreu relativamente jovem,  de causas desconhecidas. Foi enterrado junto com um vaso. Sua ossada foi descoberta em 1921, durante escavações para a construção de uma estrada.

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Oscar Nilsson/Reprodução

Quando esta mulher viveu em Patcham, no sul da Inglaterra, a região era parte do Império Romano. A moça tinha  1m59, era magra e teve uma vida dura, com muito trabalho pesado (suas articulações e coluna apresentavam sinais de desgaste precoce). Faleceu aos 30 e poucos anos, aparentemente assassinada: seu crânio tinha um prego na parte de trás. Foi enterrada com um homem, talvez seu marido. A ossada foi descoberta em 1936.

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Oscar Nilsson/Reprodução

Ele foi um dos primeiros saxões a migrar da Germânia para a Inglaterra, no começo do século 5 – quando esse povo se misturou aos anglos, dando origem à etnia anglo-saxônica. Viveu 45 anos, acima da média para a época, e foi enterrado com uma faca e uma lança: os objetos indicam que ele era um guerreiro. Media 1m75 e era forte, mas tinha vários abscessos dentários – provavelmente morreu de septicemia (infecção generalizada).

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Oscar Nilsson/Reprodução

Ela viveu e morreu no sul da Península Ibérica, no ano 38.000 a.C.,  – quando sua espécie começou a ser extinta. A área também era habitada por Homo sapiens, que podem ter exterminado os H. neanderthalensis em conflitos armados ou transmitido doenças a eles. As duas espécies também tiveram filhos: hoje, todas as pessoas de origem não africana possuem 1,5% a 2% de DNA neandertal.

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