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Ciência

A fórmula química do amor

Ele é feito de paixão, tesão e ligação. Mas tudo isso não passa de impulsos guiados por uma série de hormônios – dopamina, testosterona, ocitocina... Entenda como essas substâncias fazem você perder a cabeça.

Texto: Maurício Horta | Edição de Arte: Estúdio Nono | Design: Andy Faria

V

ocê acaba de se apaixonar loucamente?”, dizia o anúncio que a antropóloga Helen Fisher afixou no quadro de avisos para alunos de psicologia da Universidade do Estado de Nova York. Desde 1996, ela já pesquisava como o amor funcionava em 166 culturas, e seus estudos concluíram que o mecanismo que amarra os amantes é universal. Mas daquela vez ela queria saber como o amor funciona no cérebro das pessoas.

Inúmeros voluntários entraram em contato. Depois de entrevistas detalhadas, Fisher selecionou 20 homens e mulheres que estavam profundamente apaixonados e felizes. Para entender o que acontecia na cabeça desses amantes, ela comparou imagens por ressonância magnética de quando viam a fotografia do amado com as de quando olhavam a de um conhecido qualquer. Diante da foto de seus amados, muitas partes do cérebro se ativaram, mas duas pareceram ter um papel essencial no amor romântico: a área tegmentar ventral (VTA, na sigla em inglês) e o núcleo caudado.

Essas são partes importantes do centro de recompensa – circuitos cerebrais responsáveis pela excitação e pelo prazer. Toda vez que nos sentimos satisfeitos, quem de fato se satisfaz é esse circuito, seja ao usar drogas, ao fazer sexo, ao gastar horas em jogos de azar ou ao encontrar a pessoa amada. Se esse sistema estiver em baixa, buscaremos algum estímulo que o ative novamente para receber uma injeção de ânimo.

O núcleo caudado (região em forma de C no interior do cérebro, envolvida no aprendizado de hábitos) ajuda a detectar, escolher e antever uma recompensa. Quanto mais apaixonado o voluntário, maior a ativação do núcleo caudado ao ver a foto do objeto do seu amor. Mas a responsável por essa ativação é a VTA. É ela que armazena em vesículas o neurotransmissor dopamina, a “molécula do prazer”, e o distribui por meio de seus axônios para diversos alvos no cérebro (como o próprio núcleo caudado), estimulando-os.

Quando a VTA faz isso, nós conseguimos ter uma atenção muito mais focada, uma motivação extrema, muita energia, hiperatividade e até certos quadros de mania. Tudo isso para alcançar um objetivo. “Não surpreende que os amantes conversem a noite toda ou andem até o amanhecer, escrevam poemas extravagantes e e-mails reveladores, atravessem oceanos para se abraçar apenas por um fim de semana, mudem de emprego ou de estilo de vida e até morram um pelo outro”, escreve Fisher em Por Que Amamos, livro em que descreve seu experimento. “Louco de amor” não é uma expressão tão figurada assim. Ficamos fissurados pelo amor da mesma forma como quem para de fumar se sente por um cigarro.

A descoberta central disso para Fisher foi a de que o amor romântico não é uma emoção, mas sim um impulso. Emoções vêm e vão e se focam em diferentes objetos; já impulsos precisam ser resolvidos e se focam em um único objeto. Além disso, impulsos são associados a altos níveis de dopamina. Eles orientam nosso comportamento para atingir uma necessidade biológica, como a sede para procurar água, a sensação de frio para buscar calor, a fome para comida, o tesão para parceiros sexuais, e o instinto maternal para cuidar de nossos filhos.

O amor evoluiu para que busquemos manter um relacionamento com uma pessoa específica – apesar do instinto masculino de buscar o maior número de parceiras sexuais e do instinto feminino de buscar o homem com os melhores genes. O amor romântico é a chave que resolve o conflito entre o tesão e a necessidade de apoio mútuo.

O HORMÔNIO DO TESÃO

Fisher acredita que o tesão também tem uma receita química: a testosterona, hormônio presente em homens e mulheres, mas com concentração maior nos homens, nos quais é responsável pelo desenvolvimento e pela manutenção de características sexuais. E há motivos para Fisher apostar no papel da testosterona como afrodisíaco: homens e mulheres com maiores níveis desse hormônio no sangue tendem a fazer mais sexo.

<strong>Tanto a paixão quanto o tesão ativam sentimentos prazerosos no cérebro. Mas operam de maneira diferente.</strong>
Tanto a paixão quanto o tesão ativam sentimentos prazerosos no cérebro. Mas operam de maneira diferente. Bildagentur-online/Getty Images

E não é só isso: atletas que aplicam testosterona também têm mais pensamentos sexuais e mais ereções; mulheres sentem mais desejo sexual na ovulação, quando seu nível de testosterona é mais alto, e homens têm seu pico de libido no início dos 20 anos, quando têm mais desse hormônio. Já a maioria das mulheres de meia-idade não sente queda do desejo, uma vez que a baixa do estrogênio com a menopausa aumenta os níveis de testosterona. E aquelas que perdem libido após a cirurgia de remoção de ovários conseguem aumentar seu desejo sexual ao aplicarem emplastros com testosterona.

Mas falta ainda entender por que e como isso acontece. Hormônios não viajam pela circulação sanguínea sem eira nem beira. Eles são captados em diferentes partes do corpo, onde têm efeitos diferentes, e também são transformados em diversos hormônios com a ajuda de enzimas.

A 5a-redutase, presente em folículos pilosos, por exemplo, transforma a testosterona em dihidrotestosterona – uma versão bem mais poderosa do hormônio, responsável tanto pela maior quantidade de pelos grossos no corpo masculino quanto pela calvície. Já a aromatase, uma outra enzima, presente no cérebro, transforma a testosterona em estradiol, um hormônio feminino.

Ou seja, um comportamento desencadeado quando há muita testosterona no sangue não significa que foi causado por uma alta concentração do mesmo hormônio no cérebro. Sua atuação é complexa e depende da interação com outras enzimas, que a transforma em diferentes hormônios. Em resumo, a única certeza é de que a presença de muita testosterona no sangue está relacionada a muita libido, seja qual for a razão para isso.

E como funciona o tesão na cabeça? De forma bastante semelhante ao amor, deixando nossos cérebros na fissura por dopamina, e depois satisfeitos. A equipe da neurocientista Kim Wallen, da Universidade Emory, nos EUA, fez um teste semelhante ao de Fisher, só que comparando imagens de sexo com figuras neutras. Tanto homens quanto mulheres tiveram ativados seus circuitos de recompensa – o que tinha acontecido com apaixonados no experimento anterior.

Mas houve uma grande diferença: no estudo de Fisher, os apaixonados desligaram os centros de julgamento e cognição social do córtex cerebral; já no de Wallen, as imagens de conteúdo sexual ativaram áreas corticais, responsáveis por funções mais complexas, incluindo as de processamento visual, atenção e funções motora e somatossensória. Isto é: paixão e tesão compartilham sentimentos prazerosos, mas são coisas diferentes.

Comparado à paixão, o tesão é um impulso muito simples. Dançando com alguém numa festa, deitado sozinho na cama, assistindo à novela – ele é capaz de surgir a qualquer momento. Pode ser dirigido a uma atriz estrangeira ou a um cantor que você jamais encontrará, e logo passar para a primeira pessoa que cruzar o seu caminho. O que importa é ser desaguado em alguém, enquanto na paixão o que interessa é que seja uma pessoa específica. Mas será que o amor romântico nos faz sentir mais tesão? Se a testosterona realmente for o hormônio da libido, a resposta será bastante ambígua.

Foi o que descobriu em 2004 a psiquiatra italiana Donatella Marazziti, da Universidade de Pisa. Ela não é figura nova em estudos sobre amor e cérebro. Quatro anos antes da descoberta, ela identificou que, em apaixonados, os níveis de serotonina – um neurotransmissor que regula o estado de ânimo – podiam ficar tão baixos quanto os de pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo.

Em outras palavras, isso significa uma propensão maior para a depressão. Dessa vez, ela decidiu partir para as alterações de níveis de vários hormônios na circulação sanguínea. Escolheu 12 homens e 12 mulheres que diziam ter se apaixonado nos seis meses anteriores e comparou seus níveis com os de outros 24 voluntários solteiros ou em relacionamento estável.

A primeira constatação não foi uma grande surpresa: a paixão estressa. Tanto mulheres quanto homens apaixonados tinham níveis maiores de cortisol – o hormônio do estresse – do que os grupos de controle, possivelmente por causa das reviravoltas da fase de conquista e da adaptação a um novo relacionamento. Mas a descoberta mais impressionante foi que a testosterona caiu em homens e subiu nas mulheres diante do novo amor romântico.

<strong>A seleção natural não escolheu a busca constante de grandes paixões, mas a formação de casais unidos, em que um tome conta do outro.</strong>
A seleção natural não escolheu a busca constante de grandes paixões, mas a formação de casais unidos, em que um tome conta do outro. DEA / Biblioteca Amabrosiana/Getty Images

É como se a natureza aparasse as diferenças entre os sexos nesse momento para aumentar o tesão nas mulheres e segurar um pouco a agressividade e a pulsão sexual masculina (homens com altos níveis de testosterona se casam menos, têm mais casos, cometem mais abusos contra esposas e se divorciam mais). Com essa menor discrepância hormonal, tanto o homem quanto a mulher ficam mais propensos a iniciar uma relação amorosa. Basta, porém, esse relacionamento se estabilizar para que a paixão vá embora e os níveis de testosterona e cortisol voltem ao normal.

Mas vamos com calma. Hormônios não controlam nosso comportamento sexual da mesma forma como fazem com o de ratos. Quando uma rata está no cio, suas costas se arqueiam expondo a vulva para quem a queira. Quando um rato sente o cheiro de uma fêmea no cio, é só correr atrás. Já o comportamento dos humanos é muito mais complexo. Mulheres sentem vontade de transar mesmo fora de seu período fértil, e homens não precisam do cheiro da ovulação para ficar com desejo. Em nós, os hormônios influenciam o tesão, mas quem controla tudo isso é a nossa mente.

DEVAGAR E SEMPRE

Uma relação estável não precisa mais da coragem, da energia e da motivação de um apaixonado para correr atrás de uma pessoa. O comportamento que a seleção natural escolheu não foi a busca constante por grandes paixões, mas a formação de casais unidos, em que um parceiro tome conta do outro, e juntos criem seus filhos.

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Enquanto a ativação da VTA e a consequente liberação de dopamina deixam de ser tão intensas na maioria dos relacionamentos, outras substâncias passam a ter uma importância maior. São a ocitocina e a vasopressina – hormônios produzidos no hipotálamo, nos ovários e nos testículos. Elas são as responsáveis pelo sentimento de união com um parceiro de longo prazo.

A ocitocina é um hormônio multitarefa. Sua ação começa no parto. Do hipotálamo ela cai na corrente sanguínea e estimula as contrações uterinas. Depois, estimula a produção de leite nas mamas. Mas não para por aí. O hipotálamo produz uma grande quantidade do hormônio quando a mãe tem seu filho nos braços. É isso que garante que ela instintivamente cuide do bebê. Os batimentos cardíacos e a pressão arterial da mãe diminuem, e ela se sente calma.

É como se a ocitocina transformasse mãe e filho numa coisa só. Mas o papel da ocitocina não se limita à maternidade. O hormônio age na formação de qualquer laço afetivo e social, seja em homens, seja em mulheres. É o hormônio da confiança. E outras pesquisas mostram que a administração de ocitocina aumenta a capacidade de perceber o estado emocional de uma pessoa, mesmo em retratos.

No caso de homens, uma substância semelhante à ocitocina tem influência sobre a fidelidade: a vasopressina. Os neurocientistas Sue Carter e Tom Insel injetaram o hormônio nos cérebros de machos de arganazes-do-campo, uma espécie de roedores parecidos com camundongos e que têm comportamento sexual monogâmico. Imediatamente os roedores começaram a defender o espaço em torno deles.

Quando um arganaz foi apresentado a uma fêmea, ele ficou extremamente possessivo em relação a ela – um dia após o noivado, já expulsava outras fêmeas que se aproximassem e era capaz de matar para garantir que sua noiva não fosse fertilizada por outro macho. Já quando cientistas bloquearam a síntese de vasopressina, o roedor deixou de ser monogâmico: passou a procurar uma fêmea depois da outra.

AMOR VICIA COMO CRACK

Voltemos ao centro de recompensa, fortemente ativado nos cérebros de apaixonados ao ver fotografias de seus amados. Esse circuito é implicado nos mais diversos prazeres – mas também em vários transtornos mentais, como anorexia, transtorno obsessivo-compulsivo, hiperatividade, esquizofrenia… E em vícios. O amor nos faz sentir prazer. E isso basta para que nos viciemos nele. Sentimo-nos bem. Depois, precisamos de mais e mais dele. E então o desejo vira necessidade. Se nos distanciarmos do estímulo, entramos em crise de abstinência – depressão, crise de choro, ansiedade, irritabilidade. E disso para a recaída é só um passo.

Vamos entender como o vício funciona no cérebro entrando nos detalhes de quando nos apaixonamos. Certas informações eletroquímicas de várias partes do cérebro ativam os neurônios na VTA. Quando isso acontece, pequenos sinais elétricos partem do corpo de suas células ao longo de seus axônios – fibras que transmitem informações, como se fossem cabos elétricos, que desembocam em terminais.

Os terminais dos axônios que partem da VTA vão em direção a outras partes-alvo do cérebro relacionadas ao circuito de recompensa – por exemplo, o núcleo accumbens; a amígdala e o córtex cingulado anterior, que são centros emocionais; o corpo estriado, envolvido no aprendizado de hábitos; o hipocampo, relacionado à memória para fatos e acontecimentos, e o córtex pré-frontal, região que controla o julgamento e o planejamento.

Quando os sinais elétricos atingem os terminais do axônio, eles engatilham a liberação do neurotransmissor dopamina, armazenado em vesículas do terminal. Esse neurotransmissor então é liberado na fenda sináptica – o pequeno espaço entre o terminal do axônio e os dendritos do neurônio-alvo. Receptores nos dendritos do neurônio-alvo captam então a dopamina, estimulando essa célula nervosa. Transportadores de dopamina trazem o neurotransmissor de volta para o terminal do axônio, para que a fossa sináptica não fique encharcada.

<strong>O Ministério do Amor adverte: o prazer relacionado à liberação de dopamina nos apaixonados pode levar ao vício.</strong>
O Ministério do Amor adverte: o prazer relacionado à liberação de dopamina nos apaixonados pode levar ao vício. Bildagentur-online/Getty Images

Enfim: quaisquer experiências que levem à liberação de dopamina serão sentidas como prazerosas, assim como ações, pensamentos e estímulos ligados de alguma forma a essas experiências serão lembrados e associados com sentimentos positivos – tal como o perfume do amado, o sabor de seu prato preferido ou a lembrança de pequenos acontecimentos compartilhados. E essa sensação de prazer vai nos levar a repetir tais experiências. Está pronto o vício.

Isso pode valer para álcool, cigarro, cocaína, comida, exercícios físicos, jogos, filantropia, meditação, sexo – e também amor. “O prazer é a nossa bússola, não importa que caminho tomemos”, diz o neurocientista David Linden, no livro A Origem do Prazer. O amor pode então ter muito em comum com as drogas, mas existem duas diferenças básicas entre cocaína, heroína, anfetamina e o amor.

Primeiro, o amor ativa predominantemente os circuitos no hemisfério direito do cérebro – o lado holístico, atemporal e não racional –, enquanto drogas estimulam ambos. Mas o mais importante é que, além de, como o amor, ativar o centro de recompensa, as drogas impedem que a dopamina seja recapturada.

Passado o estímulo prazeroso, transportadores de dopamina limpam a fossa sináptica e trazem o neurotransmissor de volta para ser reciclado e armazenado em vesículas. Certas drogas, como anfetaminas e cocaína, bloqueiam esses transportadores, criando assim um sinal mais intenso e mais duradouro. É como o viciado Mark Renton, do filme Trainspotting, fala sobre a heroína: “Pegue o melhor orgasmo que você já teve.

Multiplique por mil e você ainda não está nem perto do barato dela.” Tudo bem, nessa altura a heroína já tinha tirado tanto a libido de Renton que talvez ele não pudesse mais se lembrar de como havia sido o melhor orgasmo de sua vida. Mas, do ponto de vista do circuito de recompensa de seu cérebro, ele tinha alguma razão.

Então estamos entendidos. O amor é um impulso complexo em que pelo menos quatro substâncias estão diretamente envolvidas. A dopamina determina o foco e a energia que investimos sobre o ser amado, a testosterona cuida do tesão e, por fim, a ocitocina e a vasopressina dão a medida do sentimento de ligação que nutrimos pela pessoa com quem convivemos ao longo do tempo.

Mas o amor não basta para manter um relacionamento. Ele funciona em par com o ciúme – nosso impulso de manter controle sobre o parceiro para garantir seu amor. E, quando o relacionamento parece acabar, outra ferramenta nos faz entrar em estado de protesto, raiva e depressão.

Perdemos nosso orgulho para mendigar pela volta do amado da mesma forma como um viciado em abstinência perde o controle de seus atos para conseguir sua droga. Agimos de forma irracional, descontando nossa frustração em tudo ao nosso redor. Até que somos tomados pela depressão, um estado que nos faz ruminar os problemas e deixa nossos amigos sentindo dó da gente. É a dor de amor, que tanto enche as contas bancárias dos cantores sertanejos.

JOGO DA OCITOCINA

Estudo mostrou como o hormônio pode manter a nossa confiança em quem já nos traiu – e nos deixar meio burros também.

Para investigar o papel da ocitocina na nossa capacidade de confiar no próximo, o neurocientista Thomas Baumgartner, da Universidade de Zurique, aplicou um “jogo da confiança” em 49 voluntários. Nele, o jogador 1 deve escolher entre manter consigo uma certa quantia (R$ 10, digamos) ou entregá-la para o jogador 2 fazer um investimento que triplicará a grana. Depois disso, a quantia pode ser dividida entre os dois igualmente (com R$ 15 para cada) ou ficar toda com o jogador 2. O dilema é óbvio: se o jogador 1 confiar no jogador 2, pode tanto receber 150% do investimento quanto perdê-lo todo.

A hipótese de Baumgartner era a de que, pelo fato de a ocitocina fortalecer os laços sociais, sua aplicação em jogadores aumentaria a confiança entre eles, faria com que continuassem a investir mesmo depois de serem traídos. Metade dos voluntários recebeu ocitocina por via nasal, e o restante, um placebo. Enquanto os que receberam placebo diminuíram a quantia investida depois de serem traídos, os que ganharam o hormônio não reduziram seus investimentos.

Isso não bastou. Baumgartner queria saber o que acontecia no cérebro dos voluntários durante o jogo. Para isso, observou os padrões de ativação cerebral por meio de imagens de ressonância magnética. No grupo exposto à ocitocina, houve menor ativação da amígdala – envolvida no aprendizado de emoções e do medo – e do núcleo caudado, relacionado ao circuito de recompensa. Para os autores, isso indica que o hormônio diminui o medo de ser traído e a dependência de respostas positivas para tomar decisões.

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