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Saúde

Biohacking

Passei dois meses experimentando tratamentos bizarros de saúde e modismos terapêuticos. Veja como foi.

Crioterapia

O que é: resfriar o corpo com nitrogênio

Entrego o meu robe a Michael Marguiles, dono da empresa NYC Cryo, e fico praticamente nua dentro de um cilindro de metal. Sai um vapor pela parte de cima dele, como se fosse gelo seco. Michael me diz para não ficar nervosa, mas eu fico. Três anos atrás, uma mulher morreu durante uma sessão de crioterapia num spa de Las Vegas. A polícia acredita que ela tenha aspirado nitrogênio demais, desmaiado e congelado até a morte.

Michael fala muito, chega a parecer que ele é quem está nervoso. “Os benefícios da crioterapia são: ela reduz a inflamação, estimula a recuperação de lesões e auxilia você a dormir melhor”, diz. “Também ajuda a combater a depressão, e queima de 400 a 800 calorias por sessão.” Não sei nem se isso é possível.

Mas a crioterapia é intrigante. Ela é um dos chamados biohacks, tratamentos médicos de vanguarda que prometem benefícios radicais à saúde, ao bem-estar mental, à produtividade e à longevidade. A crioterapia, em particular, é usada para tratar artrite reumatoide no Japão desde a década de 1970. Ela é como colocar gelo num tornozelo torcido; só que muito mais cara e com menos comprovação científica.

Eu ponho as mãos na borda do cilindro, apreensiva como um suricato que vai ser cozido vivo na panela. Michael gira um botão e uma névoa de nitrogênio hipergelado, a -168 graus Celsius, é disparada contra o meu abdômen.

A sensação é mais surpreendente do que horrível. Eu começo a marchar, ando sem sair do lugar, dentro do tanque. Minha pele fica rosada. Michael vai me dando atualizações periódicas. Dois minutos, diz ele. Um minuto. Agora só mais 30 segundos.

Michael é preparador físico desde 1994. Ele descobriu a crioterapia alguns anos atrás, quando teve de se submeter a um transplante de quadril [procedimento em que a cabeça do fêmur é substituída por uma prótese]. “Ela me ajudou antes e depois da cirurgia”, diz. Michael ficou tão convencido que comprou o próprio cilindro de crioterapia, por US$ 55 mil, e transformou isso em negócio (ele cobra US$ 90 por sessão).

Saio do cilindro e coloco o robe. Meu corpo está adormecido, mas consigo sentir o sangue voltando aos poucos, como se eu me sentasse em frente a uma fogueira depois de passar o dia inteiro na neve. Não sei se é efeito do tratamento, ou o alívio de ter sobrevivido a ele, mas me sinto incrível: feliz, radiante, com a cabeça leve. Volto para o trabalho, meia hora a pé, e a sensação dura o caminho todo. Talvez tenha sido apenas o dia bonito, ou o exercício da caminhada. Mas pode ter sido efeito do tratamento.

“Não sei se é efeito do tratamento, ou o alívio de ter sobrevivido a ele, mas eu me sinto incrível: feliz, radiante, com a cabeça leve”

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Microdosagem

O que é: tomar quantidades minúsculas de alucinógenos

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(Ilustração/Sarah Kamada/Superinteressante)

A gente acha que ninguém usa drogas e vai trabalhar. Mas há quem tome, sim. Pelo menos no Vale do Silício. “As pessoas estão experimentando microdoses de cogumelos, LSD e substâncias sintéticas”, afirma a médica Molly Maloof. Ela tem uma clínica em São Francisco que orienta os interessados na prática da microdosagem: o ato de consumir quantidades muito pequenas, e controladas, de certas drogas.

Os defensores da microdosagem de LSD dizem que ela aumenta a criatividade e a produtividade e ao mesmo tempo reduz ansiedade, depressão e o consumo de álcool e tabaco. Mas ninguém estudou isso para valer. “O importante é enfatizar que a ciência não sabe”, diz Matthew Johnson, psiquiatra da Universidade Johns Hopkins e autor de pesquisas sobre o uso terapêutico da psilocibina (substância psicoativa contida em cogumelos). Eu experimentei LSD uma vez, e passei meia hora achando que era uma flor (eu acho. A noção de tempo é estranha sob efeito do LSD).

Então, desta vez, resolvi experimentar outra coisa: canabidiol, uma das substâncias ativas da maconha – a outra é o THC. Os primeiros resultados de um estudo feito na Mayo Clinic, uma das mais importantes dos EUA, indicaram que o canabidiol reduz em 39% as convulsões em crianças com síndrome de Dravet (uma doença genética). E estudos em animais sugerem que a substância pode prevenir tumores, reduzir dor e ansiedade, e tratar inflamações.

Eu consultei a FDA antes de tomar o canabidiol. “A agência não aprovou nenhum produto contendo maconha, ou derivado dela, e não considera que produtos do tipo sejam seguros e eficazes”, me disse um porta-voz. “Não temos nada a acrescentar.” [Nota do tradutor: o óleo de canabidiol pode ser comercializado como analgésico, sem receita, em 46 Estados americanos. Ele não tem a bênção da Food & Drug Administration, divisão do governo que regula a venda de remédios, mas também não é proibido.]

Se eu gostei do óleo? Sim. Ele reduziu processos inflamatórios no meu corpo? Pode ser. O efeito parecia o da maconha? Não. Ou melhor, talvez. Um dos problemas do canabidiol não ser regulado é que a concentração do produto acaba variando bastante, e muitas vezes ele também contém THC, mesmo quando a embalagem diz que não. Depois de tomar algumas gotas, eu senti que estava vestindo uma blusa particularmente confortável – por dentro do meu corpo. O óleo de canabidiol distorceu minha percepção do tempo de forma similar à maconha. Ao contrário do que seus defensores dizem, ele produz efeitos intoxicantes. Tanto que fez o maior sucesso no escritório.

“Depois de tomar algumas gotas, eu senti que estava vestindo uma blusa particularmente confortável – por dentro do meu corpo”

Cápsula de flutuação

O que é: Meditação com privação sensorial

Estou dentro de uma cápsula de flutuação pertencente à Infinity Float, em Nova York.
Ela tem formato de útero, é totalmente escura e cheia de água salgada quentinha. Sua promessa: me levar até um estado avançado de meditação mindfulness, que eu levaria meses para alcançar fora da cápsula. A prática de mindfulness supostamente reduz processos inflamatórios, melhora o sono, reduz ansiedade e déficit de atenção.

Meu corpo boia tanto que não consigo afundar e tocar o fundo da cápsula. Meus músculos ficam confusos, e minha cabeça também. Será que estou me mexendo? Estou com enjoo? Me sinto como uma geleira ou um planeta, à deriva. Não vejo nada, a não ser algumas luzinhas de LED no teto da cápsula. Lembro das
cenas de morte e flutuação, no espaço, do filme Gravidade. Eu achei o filme estressante.

Paro. Tento me concentrar. Mas não há nada em que me concentrar. Rigorosamente nada… e aí uma musiquinha começa a tocar, avisando que o meu tempo acabou. Foram 45 minutos. Eu saio da cápsula, tomo uma ducha para tirar o sal e desço, como um submarino, até a rua. Nunca me senti assim, tão relaxada, depois de fazer ioga. Um homem tromba em mim com tudo, no metrô, e eu nem sinto.

“Me sinto como um planeta. À deriva”

Dieta genômica e dieta cetogênica

O que são: uma leva em conta o seu DNA; a outra, tenta alterar seu metabolismo

A dieta é importante para todo biohacker, mas seu objetivo principal não é deixar o corpo bonito. Ela tem metas mais nobres: melhorar o funcionamento do cérebro, equilibrar o sistema digestivo, prevenir câncer e doenças autoimunes e aí, se possível, deixar o corpo bonito. Mas é difícil saber o que comer para conseguir qualquer uma dessas coisas. De tempos em tempos, aparecem novos vilões e panaceias alimentares. A nova promessa é a nutrição genômica. Por uma taxa de US$ 300, a empresa Habit analisa o seu DNA, taxa de glicose no sangue, e a reação do seu corpo ao challenge shake, uma bebida altamente calórica. E aí determina exatamente o que você tem de comer para se tornar uma versão melhor, mais saudável e mais magra de si mesmo. Usando o kit enviado pela Habit, eu passei um cotonete dentro da boca para pegar amostras de DNA e furei meus dedos para coletar um pouco de sangue – antes e depois de tomar o tal challenge shake, que tem 950 calorias e me fez querer vomitar, morrer e estapear meu próprio rosto.

Os resultados iriam demorar de duas a quatro semanas para chegar, o que me deu tempo de experimentar outra opção bem popular ultimamente: a dieta cetogênica. Desenvolvida na década de 1920 para tentar controlar ataques epiléticos em crianças, a dieta cetogênica (ou simplesmente “keto”) consiste em obter 70% das calorias necessárias para viver por meio de gorduras, 25% comendo proteínas, e apenas 5% por meio de carboidratos. A ideia é simular o que o corpo faria se estivesse passando fome. Depois de alguns dias, o organismo esgota suas reservas de carboidrato, e começa a queimar só gordura. Para que isso aconteça, o fígado executa um processo chamado cetose, que consiste em decompor a gordura em três moléculas: acetoacetato, ácido beta-hidroxibutírico e acetona. Essas três moléculas são chamadas de corpos cetônicos, e servem como fonte de energia para o corpo. Mas elas também têm outra propriedade.

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(Ilustração/Sarah Kamada/Superinteressante)

“Os corpos cetônicos conseguem atravessar a barreira hematoencefálica [que envolve o cérebro e barra quase todos os tipos de molécula]”, explica Mackenzie Cervenka, pesquisadora da Universidade Johns Hopkins e especialista na relação entre epilepsia e dieta. Segundo ela, a dieta cetogênica ajuda a prevenir ataques epiléticos e glioblastoma multiforme, um tipo agressivo de tumor no cérebro.

É que, por motivos ainda não compreendidos, a combustão dos corpos cetônicos parece fazer bem ao cérebro. “Isso pode reduzir a produção de radicais livres [moléculas que causam envelhecimento celular]”, diz Cervenka. Os benefícios da dieta keto podem se estender também para outras doenças do cérebro, como Alzheimer, o que tem atraído interesse para ela.

Só que fazer a dieta keto não é fácil. Um pouquinho de carboidrato por dia, mesmo se for proveniente de vegetais, já pode ser o suficiente para interromper o processo de cetose. Eu montei minha dieta usando um aplicativo, o Keto Diet Tracker, e me entupi de comer nozes e abacate. Controlei tudo usando dois testes, que medem o teor de corpos cetogênicos no sangue e na urina. Para alguém que chega a ter cem convulsões por dia, caso de alguns pacientes da dra. Mackenzie, todo esse esforço pode valer a pena (mas, mesmo entre eles, 50% desistem da dieta após seis meses).

Se eu pudesse resumir a dieta keto numa única refeição, seria a vez em que eu tentei fazer um shake com leite de coco, manteiga de amendoim, pó de cacau e meio abacate. Ficou amargo, cinza e com uma consistência estranha, de milk-shake misturado com condicionador de cabelo. Eu comi tudo, me forçando a engolir cada colherada e pensando que esta reportagem deveria ter sido banida pela Convenção de Genebra.

Quando consegui confirmar, com os testes, que o meu corpo tinha entrado em cetose, me senti muito estranha. Senti uma calma profunda, como haviam me prometido – só que no mau sentido. Eu não conseguia fazer nada. Tentei jogar um jogo de dados, e confundi os números. Fui dar uma corrida e minhas mãos começaram a formigar. Minha boca tinha gosto de nozes queimadas. Os adeptos da dieta chamam esse período inicial, bem desagradável, de “gripe keto”.

Para tentar atravessá-lo mais rápido, eu tomei suplementos alimentares especiais, ricos em corpos cetônicos. Eram tão amargos, mas tão amargos, que teria sido melhor beber solvente industrial. Cinco dias depois, eu saí do outro lado do túnel. Um exame de sangue confirmou que meu corpo continuava em cetose – e, agora, eu conseguia raciocinar e fazer contas. Mesmo assim, continuava me sentindo mal. Os adeptos da keto dizem que, depois de um tempo, você consegue perceber quando o organismo está usando gordura, em vez de carboidratos, como combustível. Para muita gente, essa mudança traz a sensação de energia, bem-estar e saciedade (o que ajuda a emagrecer). No meu caso, eram só soluços, azia forte e uma palpitação estranha no peito, como se eu estivesse prestes a entrar em arritmia cardíaca.

Após 12 dias na dieta, eu me sentia como um peixe marinho dentro de um aquário de água doce. A ponto de explodir. Eu gritava. Eu fedia. De alguma forma, não sei como, engordei 1,5 kg. No meio de uma briga com meu namorado (não lembro qual era o motivo), chegou um email com meus resultados do teste da Habit. “Você é uma Experimentadora”, dizia a mensagem, que também trazia receitas de tacos de peixe, risotos e outras coisas que eu já comia normalmente [antes de começar a dieta keto]. “Nós recomendamos uma dieta rica em carboidratos.” Sério? Não diga.

“Dizem que ela traz energia, bem-estar e saciedade (o que ajuda a emagrecer). No meu caso, eram só soluços, azia e uma palpitação estranha no peito”

Modafinil

O que é: basicamente, uma anfetamina

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(Ilustração/Sarah Kamada/Superinteressante)

Não ficava claro, pelo site, para onde estávamos mandando nosso Bitcoin. Parecia que era para a China, mas, alguns dias depois, recebi um email dizendo que a encomenda viria de Mumbai, na Índia. A droga em si chegou em duas embalagens blister, dentro de um envelope branco. No formulário de alfândega, colado na caixa, estava escrito “presente”. E que presente! Vinte comprimidos grossos, de uma substância chamada modafinil, que a FDA aprovou em 1988 para tratar narcolepsia [sonolência diária excessiva].

Mas foi só a partir de 2004, quando a Força Aérea dos EUA decidiu testar se o remédio melhorava a performance de pilotos cansados (resultado: sim, um pouco), que o uso do modafinil disparou. Segundo um artigo publicado em 2013 no Journal of the American Medical Association, o número de pessoas tomando o remédio aumentou 1.000%. Uma delas era Molly Maloof, a médica de São Francisco com quem conversei sobre microdosagem de outras drogas [leia na página 49].

“Eu pensei: os pilotos podem tomar um remédio para não ter que dormir. Se eu não precisasse dormir, eu poderia fazer tantas coisas”, diz Maloof, que tomou modafinil algumas vezes. Ela diz que a droga atrai pessoas muito bem-sucedidas, que estão no topo de carreiras como tecnologia e finanças. Gente que acha que dormir é para os preguiçosos,
ou para quem está morto.

Quando estava na faculdade, eu aprendi da pior maneira possível que você sempre pode tomar mais de uma droga – mas não dá para “destomar”, ou seja, anular o que já ingeriu. Por isso, engoli apenas um quarto do comprimido de modafinil. Trinta minutos depois, senti um efeito parecido com o da cocaína. Que demais, pensei. Isso é demais, demais, demais. Os sons do ambiente ficaram distantes, eu conseguia fazer várias coisas ao mesmo tempo com facilidade. Resolvi tarefas que estava adiando havia meses. Olhei a rota entre Osaka e Kyoto, no Google Maps, porque lembrei que não sabia a distância entre essas cidades. Era como se uma trilha tivesse se aberto na minha frente, e essa trilha levasse ao prazer de aprender coisas e responder emails.

Gostei bastante do modafinil. Mas ele também fez com que eu me sentisse como um robô espacial, incapaz de compreender as emoções humanas. Talvez eu não seja boa com drogas, mas tudo o que eu tomei para fazer esta reportagem foi como tentar afinar um piano usando um martelo. Eu queria responder mais emails? Ótimo. Ali estavam uns comprimidos da Índia que podiam me deixar acordada durante um dia inteiro de trabalho, um jantar de duas horas, e todos os três atos de uma ópera depois. Eu queria ir dormir? Só tomando outro remédio, e boa sorte para conseguir acordar em menos de 14 horas. O modafinil era como o gênio da lâmpada daquele conto infantil, um sujeito hiper-literal – do tipo que te daria uma espiga de milho gigante se você pedisse um milhão.

Comentei com a dra. Maloof que o remédio fazia eu me sentir como o personagem de Bradley Cooper no filme Limitless – Sem Limites: um monte de equações, tiradas geniais e visões de grandeza flutuando na minha frente, junto com uma leve tontura. “E a sua memória, como ficou?”, perguntou ela. Como assim, perguntei. “Ele [o remédio] faz você se sentir sobre-humana. Mas eu estava começando a ter lapsos de memória. Foi por isso que parei.

Conclusão

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(Ilustração/Sarah Kamada/Superinteressante)

Quando eu topei ser uma cobaia de biohacking, não tinha certeza do efeito que isso provocaria no meu corpo. Eu não me preocupei com a possibilidade de, semanas depois, ainda estar me sentindo estranha. Simplesmente aceitei. As promessas pareciam tão boas. Dormir apenas quatro horas por noite, como o escritor Tim Ferriss, autor do best-seller 4 Horas para o Corpo. Perder muitos quilos. Controlar a temperatura corporal como Wim Hof, o holandês que escalou o Everest de shorts e sem camisa. Como eu poderia prever o que iria acontecer? Não existem remédios que façam você prever o futuro. Por enquanto.

Considerando tudo, eu estou bem. Mas, desde a dieta keto, fiquei com uma queimaçãozinha permanente no peito. Fui a um médico normal e entediante, que me deu um diagóstico normal e entediante: refluxo gastroesofágico.

O problema de tentar hackear o corpo humano como se hackeia um computador é que, bem, existem pessoas que sabem fazer um computador. Mas ninguém sabe construir um corpo humano. É instigante que nós, como sociedade, estejamos a ponto de alcançar determinados avanços médicos. Mas muitos mecanismos do nosso corpo continuam ocultos e enigmáticos. Conforme o tempo avança – e nossas artérias endurecem, nossos tendões se esgarçam, nossas opções profissionais se estreitam –, a única certeza é que vamos ficar mais velhos, mais lentos e, eventualmente, morrer. Dá para culpar alguém por tentar controlar, mesmo que só um pouquinho, esse processo? Olhar os estudos mais recentes, e tentar transformá-los num plano de ação?

Existe um ponto positivo em experimentar um tratamento novo, sem comprovação científica, que promete ajudar você a superar seus problemas. A ciência já comprovou que tomar uma pílula de açúcar, uma injeção de mentirinha, ou simplesmente fazer uma consulta médica reduz dores, hipertensão e depressão. Os médicos chamam isso de efeito placebo. Nós chamamos de esperança.