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A escrita dos séculos

Dois livros explicam e apresentam essa fascinante história da humanidade.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h25 - Publicado em 31 Maio 2002, 22h00

Leandro Sarmatz

O que seria de nós, humanos, sem a escrita? A importância do alfabeto e da escrita são incomparáveis. Sem um sistema de sinais que pudesse ser compreendido por vários grupos humanos é quase certo que a humanidade ainda estaria vivendo em tribos isoladas – embora a inexistência de escrita não signifique primitivismo, pois os maias, avançados em muitas áreas do conhecimento, não dispunham de alfabeto e até hoje sobrevivem comunidades ágrafas no mundo.

Dois livros explicam e apresentam essa fascinante história da humanidade. A Escrita, Memória dos Homens (Objetiva), de Georges Jean, e A História do Alfabeto: Como 26 Letras Transformaram o Mundo Ocidental (Ediouro), de John Man, fornecem informação a granel sobre um assunto que, às vezes, parece perder-se na névoa do tempo. Claras e didáticas, as obras abundam em curiosidades e histórias absolutamente inesperadas. A escrita teria surgido de um fato tão prosaico quanto essencial: a contabilidade. Por volta do sexto milênio antes de Cristo, os sumerianos precisavam registrar a compra de gado e de grãos. Como fazê-lo? A idéia foi gravar símbolos em plaquetas de barro. Era o surgimento da escrita. De lá para cá, gregos, semitas e romanos criaram, cada um, o próprio alfabeto. E o mundo, com certeza, nunca mais foi o mesmo.

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