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A natureza tem preguiça de mudar

Estudando fósseis de animais marinhos, de 400 milhões de anos, paleontólogos americanos perceberam que eles passaram 10 milhões de anos quase sem evoluir. E que os grandes saltos mutantes foram dados em períodos relativamente curtos, de poucas centenas de milênios. Para Carlton Brett, da Universidade de Rochester, em Nova York, a natureza trabalha menos do que Charles Darwin (1808-1882) imaginava. Para o naturalista inglês, as espécies estariam em constante e gradual mutação, a fim de se adaptar ao ambiente e sobreviver aos inimigos. “Talvez as situações de estabilidade sejam a regra, e não a exceção”, especulou Brett em entrevista à SUPER. Para ele, a maior parte do tempo os organismos habitariam um mundo tranqüilo, em harmonia com seus vizinhos. Sem estímulo, não haveria por que mudar. Só grandes desastres romperiam o equilíbrio e reiniciariam o processo de evolução. Brett diz que não está derrubando a teoria darwiniana. Apenas acertando alguns detalhes.