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São Tomás de Aquino: “A razão no homem é como Deus no mundo”

O filósofo religioso que tentou conciliar a fé com o entendimento de Aristóteles sobre a origem do Universo

Tomás de Aquino já havia investido nove anos de sua vida escrevendo a Suma Teológica, um total de 512 questionamentos filosóficos, quando algo estranho aconteceu. Ele foi visto levitando diante de um crucifixo em seu convento de Nápoles. Em meio a uma oração, o próprio Cristo teria começado a falar com ele. Tomás nunca chegou a escrever sobre a experiência mística — nem escreveu mais coisa alguma. A suposta aparição fez o religioso considerar “uma ninharia” tudo o que fizera até ali, desistindo de formular novas perguntas. Ele viria a falecer apenas três meses depois, aos 49 anos. O futuro santo havia tentado conciliar sua fé com o raciocínio de Aristóteles para entender a origem do Universo – enquanto o grego afirmava que o Universo sempre existiu, a Bíblia dizia que Deus o havia criado. Para Aquino, a ideia aristotélica de o Universo não ter um início definido não impedia o Cosmos de ter sido feito por Deus. Em Seu infinito poder, Ele teria condições de criar um Universo eterno. O pensamento tomista sofreu altos e baixos até ser recuperado em 1879 pelo papa Leão 13, que o considerou uma das bases da filosofia cristã.