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Arqueólogos encontraram a cópia mais antiga da “Odisseia”, de Homero

A aventura com ciclopes e outros monstros moldou a forma como o ocidente vê ficção. Agora, pesquisadores descobriram a versão mais próxima do texto original

Por Felipe Sali - 16 jul 2018, 14h57

A Odisseia, de Homero, não é só uma das histórias mais importantes da literatura, como também é uma das mais antigas, perdendo só para Ilíada, sua prequel. A narrativa em forma de poema fala sobre Odisseu (ou Ulisses, como era chamado no mito romano), que depois de passar 10 anos na Guerra de Troia, leva mais 17 anos para voltar para casa, passando por muitas aventuras e enfrentando inimigos e criaturas terríveis pelo caminho. A epopeia influenciou muito da ficção ocidental, inclusive as histórias de super-heróis.

Agora, o Ministério da Cultura da Grécia anunciou que arqueólogos do país descobriram o que acreditam ser o registro mais antigo de Odisseia. Não é o texto inteiro, mas treze versos onde Odisseu conversa com seu amigo Eumaeus. A idade do documento ainda está sendo analisada, mas estima-se que o achado data de antes do século 3.

O trecho está escrito numa tábua de barro que foi encontrada na Antiga Olímpia, região onde nasceram os Jogos Olímpicos, na península Peloponeso.

A descoberta é importante porque, ao encontrar um dos registros mais antigos de uma das histórias mais importantes da humanidade, nós chegamos o mais próximo possível de saber como ela foi escrita originalmente. Como a Odisseia foi transmitida oralmente e reescrita ao longo dos anos, é natural que alguns detalhes sejam alterados. Analisando um texto mais antigo, teremos mais pistas de como as pessoas pensavam naquela época.

Os pesquisadores comemoram o que chamaram de “uma grande peça arqueológica, epigráfica, literária e histórica”. Mais ou menos como a sociedade vai se sentir em alguns milhares de anos, quando encontrarem vestígios de uma revistinha do Super-Homem.

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