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As raças se formam com o isolamento

Como surgiram as diferentes raças que hoje constituem a humanidade?

O conceito de raças humanas é muito discutível. Uma boa parte dos cientistas não aceita falar em raças no caso do homem. No entanto, há diferenças anatômicas observáveis entre os humanos que são usualmente denominadas como diferenças raciais. Muitas dessas características se manifestam na cor da pele ou no formato do corpo das pessoas. Um dos fatores mais importantes para a formação de uma raça é seu isolamento geográfico. O geneticista Oswaldo Frota Pessoa, da Universidade de São Paulo, explica: “Um grupo que ficar distante do outro, e não puder ter contatos, desenvolve características genéticas diferentes que permitem que ele se adapte melhor a uma determinada região.”

As raças podem ser divididas em três grandes grupos: os negróides, os caucasianos e os mongolóides. Os negróides habitam a África. Sua cor escura é importante para proteger a pele do sol. O grupo que se estabeleceu na região onde hoje é a Europa não podia ter pele escura porque, como o Sol é mais escasso, ela impediria que os raios fossem absorvidos pelo organismo. Eles formam a raça caucasóide, de pele clara. O nome é uma referência à região do Cáucaso (na antiga União Soviética) onde se acredita que o primeiro grupo tenha habitado.
Os asiáticos formam a terceira grande raça, conhecida como mongolóide. É provável que os primeiros grupos se estabeleceram em uma região do continente com baixa temperatura. Seus olhos empapuçados possuem uma camada de gordura que os protegem contra o frio. O nariz mais achatado evita o congelamento que geralmente acontece nas extremidades. Os índios americanos são um subgrupo da raça dos mongolóides. Daí seu olho empapuçado. Alguns cientistas subdividem os humanos em um número maior de raças, mas essas três são as mais aceitas pelos antropólogos. “Para explicar como o Homo Sapiens – o homem como ele é hoje – se distribuiu pelo mundo, a teoria mais aceita é a de que ele surgiu na África e começou a migrar há cerca de 100 mil anos” diz o geneticista Francisco M. Salzano, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Passou pela região onde hoje é o Oriente Médio, e de lá foi para a Europa e Ásia. Entre cinqüenta e setenta mil anos atrás, um grupo saiu da Ásia e dirigiu-se para a Oceania. A chegada do Homo Sapiens Sapiens na América é mais recente. Aconteceu a cerca de trinta mil anos, de acordo com novas descobertas. Antes, esse período era estimado em doze mil anos. Teria entrado na América por onde hoje é o Alasca, ao norte do Canadá.