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Bravos e loucos contra o Reich

Um resgate impossível, o maior duelo homem a homem, um cozinheiro que derrubou aviões, um espião que fez Hitler de bobo, cidadãos que se armaram contra o jugo nazista...

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 31 out 2016, 18h21 - Publicado em 14 abr 2012, 22h00

O mundo estava sob grave ameaça. Adolf Hitler e os seguidores do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o Partido Nazista) moviam sua máquina de guerra para estender os domínios do 3º Reich pela Europa – e além dela. Ao mesmo tempo conduziam o infame expurgo das “raças inferiores” matando em massa, nos campos de concentração e nas câmaras de gás, judeus, poloneses, homossexuais, comunistas, deficientes… Itália, Japão e algumas nações menores uniram-se ao Führer no chamado Eixo. Cerca de 50 países, capitaneados por Reino Unido, União Soviética e Estados Unidos, aliaram-se contra eles. Este capítulo é dedicado aos líderes militares, aos guerreiros solitários, aos ousados espiões e aos cidadãos comuns que foram às armas e deram sua contribuição – por vezes a própria vida – em nome do bem maior: a liberdade.

 

O mais condecorado da história dos EUA


QUEM
AUDIE MURPHY

NASCIMENTO 
TEXAS (EUA)

ONDE ATUOU
EUROPA OCUPADA

POR QUE É HERÓI?
GANHOU 32 MEDALHAS POR BRAVURA, UM RECORDE

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Primeiro ele tentou ser fuzileiro naval. Mas, com apenas 1,65 m de altura e magro, acharam-no pequeno demais. De fato, quem olhava para Audie Leon Murphy dificilmente adivinharia que ali estava o futuro soldado mais condecorado da história dos Estados Unidos. Seriam 32 medalhas por bravura em combate (e outras homenagens) nos 3 anos em que esteve no front.

Nascido em 1924 em uma numerosa e pobre família do Texas, Murphy trabalhava na colheita de algodão ao lado dos nove irmãos. Ao chegar aos 17 anos, mentiu que já era maior de idade para ser aceito no Exército – queria se alistar de qualquer jeito depois do ataque japonês a Pearl Harbor. Não convenceu e teve de esperar os 18. No treinamento, no qual o chamavam de “bebê”, era vítima constante das brincadeiras dos colegas. Até que chegou seu grande dia. Primeiro foi destacado para a África do Norte. Em 1943, chegou à Sicília (Itália) com a 3ª Divisão de Infantaria. E logo mostrou aos “grandões” do que era capaz.

O feito mais notável do pequeno soldado – agora segundo-tenente – se deu na gélida batalha de Holtzwihr (França), em janeiro de 1945. Seu pelotão fora quase todo dizimado. De 128 homens, restavam apenas 19. Murphy mandou seus companheiros para trás. E começou a atirar. Quando acabou a munição, subiu em um tanque em chamas e acionou a metralhadora na direção da infantaria alemã. Foi ferido na perna, mas continuou sua luta solitária por mais 1 hora até o recuo do inimigo. Estima-se que, nos combates dos quais participou na Itália, na França e na Alemanha, tenha matado 240 nazistas. Voltou para casa sofrendo de estresse pós-traumático, com crises de depressão e insônia.

Seus atos de heroísmo ficaram conhecidos do público. O astro James Cagney, famoso por interpretar gângsteres violentos no cinema, viu a foto dele na capa da revista Life e o convidou para ser ator em Hollywood. Murphy aceitou e novamente se deu bem: fez 44 filmes em 25 anos, além de uma série de TV. Também escreveu poemas e canções. Morreu quando o pequeno avião em que viajava a trabalho bateu em uma montanha na Virgínia, em 1971.

 

 

O kamikaze americano

QUEM
HENRY MUCCI

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NASCIMENTO
CONNECTICUT (EUA)

ONDE ATUOU
FILIPINAS

POR QUE É HERÓI?
LIBERTOU 500 ALIADOS PRES POR 8 MIL JAPONESES

As tropas do general de divisão Edward King tinham se rendido ao general japonês Masaharu Homma em 9 de abril de 1942. Os prisioneiros ficaram detidos em um lugar infernal chamado Cabanatuan, nas Filipinas, onde sofriam torturas e mutilações. Um soldado foi decapitado por sair da fila para beber água em um riacho. Todos, inclusive os japoneses, passavam fome. O número de mortes chegou a 700 por mês – provocadas por desnutrição, doenças tropicais e maus-tratos.

Só três anos depois os 121 fuzileiros comandados pelo tenente-coronel Henry Mucci foram enviados para libertar os 500 prisioneiros sobreviventes, ajudados por guerrilheiros filipinos. Os americanos imaginaram que, naquele canto do Pacífico, enfrentariam um pequeno número de inimigos, tão cansados de lutar quanto eles. Encontraram 8 mil japoneses pela frente. Os primeiros “olheiros” viram tantos tanques e soldados que compararam a estradinha do acampamento a uma avenida central de Tóquio. Era tudo ou nada. Os guerrilheiros tomaram uma ponte de acesso, e os fuzileiros abriram fogo intenso. Um sentinela japonês levou tantos tiros que parte de seu corpo desapareceu. Até os prisioneiros demoraram para entender o que acontecia. Quase 300 resgatados foram levados de navio aos EUA e ainda enfrentaram submarinos japoneses no caminho. Em Cabanatuan, um muro de mármore lista o nome dos 2656 americanos que lá morreram.

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Inimigos: os japoneses e o racismo

QUEM
DORIS MILLER

NASCIMENTO
TEXAS (EUA)

ONDE ATUOU
PEARL HARBOR, HAVAÍ (EUA)

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POR QUE É HERÓI?
COZINHEIRO, PEGOU UMA METRALHADORA E DERRUBOU 5 AVIÕES JAPONESES

Para um negro americano, a vida na Marinha não era muito diferente daquela que conhecia nas ruas de seu país: a segregação racial dava o tom das relações sociais e profissionais. Doris Miller, aos 22 anos, não havia conseguido nada além de um posto de cozinheiro no navio USS Pyro. Em janeiro de 1940, foi transferido para o navio USS West Virginia, onde se tornou “campeão” de boxe. Encarregado de preparar a comida e de pequenos serviços, recolhia a roupa suja para a lavanderia na base de Pearl Harbor, no Havaí, quando o alarme soou na manhã de 7 de dezembro de 1941. Era o início do ataque japonês. Miller não recebeu treinamento militar formal e não sabia atirar. Mesmo assim, correu para o tombadilho. Por seu tamanho, foi designado para ajudar no resgate de vários feridos. Na confusão, assumiu uma das metralhadoras antiaéreas Browning calibre 50 e começou a disparar contra os nipônicos. Teria derrubado cinco aviões japoneses até ficar sem munição. Durante o ataque, aviões japoneses lançaram duas bombas blindadas que perfuraram o convés do navio. Miller só abandonou o West Virginia quando ele começou a afundar. Dos 1541 homens a bordo, 130 foram mortos e 52 ficaram feridos. Tempos depois Miller declararia que não teve problemas em derrubar os aviões. “Não foi difícil. Eu puxei o gatilho, e a metralhadora funcionou muito bem. Eu tinha visto outros soldados usando essas armas. Atirei por cerca de 15 minutos. Peguei alguns desses aviões japoneses. Eles mergulhavam muito perto de nós.”

Miller recebeu a Cruz da Marinha em 1942 – foi o primeiro negro da frota do Pacífico a ganhar a honraria. Na ocasião, ele também foi elogiado pelo secretário da Marinha Frank Knox e pelo comandante Chester Nimitz.

Na máquina de criar ídolos que movia a propaganda de guerra, o mais comum seria poupá-lo de novos combates. Mas a Marinha insistiu em mandá-lo de volta ao front. Estava novamente servindo mesas, agora a bordo do Liscome Bay, quando o navio foi atingido por um torpedo japonês na Batalha de Tarawa, em 24 de novembro de 1943. Apenas 272 marinheiros sobreviveram ao naufrágio; 646 morreram – Miller era um deles. Seu corpo nunca foi encontrado. Não recebeu a Medalha de Honra, a mais alta condecoração militar americana, nem mesmo quando ela foi concedida postumamente a 15 homens – todos brancos – que lutaram na defesa de Pearl Harbor. Nenhum negro recebeu a honraria durante todo o conflito.

Após a guerra, a história de Doris Miller se tornou um símbolo contra a segregação. Ele foi retratado (como coadjuvante) nos filmes Tora! Tora! Tora! (1970) e Pearl Harbor (2001).

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25 missões por amor

QUEM
ROBERT K. MORGAN

NASCIMENTO
CAROLINA DO NORTE (EUA)

ONDE ATUOU
EUROPA E JAPÃO

POR QUE É HERÓI?
DIRIGIU 50 ATAQUES AÉREOS

O Memphis Belle era um bombardeiro B-17 sem nome quando Robert K. Morgan batizou-o com o apelido da namorada (Margaret Polk). Nos primeiros três meses na base inglesa de Bassingbourn, as perdas de bombardeiros chegaram a 80%. O moral estava baixo. Como incentivo, a Força Aérea Americana estabeleceu que, após 25 missões, os sobreviventes poderiam voltar para casa. Em uma das missões, Morgan pousou só com metade da cauda, destruída pelo fogo alemão. Foram 128 horas de voo despejando 60 toneladas de bombas. Em maio de 1943, a tripulação se tornou a primeira a completar, sem baixas, as 25 missões. No ano seguinte, Morgan estava de volta à guerra para bater a mesma meta, agora no Japão. Ele e Belle não se casaram.

 

 

Manila John: mito ou verdade?

QUEM
JOHN BASILONE

NASCIMENTO
NOVA YORK (EUA)

ONDE ATUOU
GUADALCANAL (ILHAS SALOMÃO)

POR QUE É HERÓI?
MONTOU UMA METRALHADORA E, COM MAIS DOIS LDADOS, ENFRENTOU MILHARES DE JAPONESES

Três mil enfurecidos japoneses contra um só americano? Foi assim, segundo a versão mais romântica do episódio, que o sargento John Basilone venceu a primeira grande batalha em terra contra o Japão na ilha de Guadalcanal (Ilhas Salomão), em 1942. Chamado de Manila John pelos colegas por ter servido em uma base nas Filipinas, ele já era conhecido por sua habilidade com metralhadoras. Mas ninguém tinha ideia de que seu talento em mecânica faria tanta diferença como na noite de 24 de outubro. À frente de 16 homens, o sargento topou com um regimento japonês inteiro. Todo o pelotão foi ferido ou morto até sobrarem Basilone e mais dois soldados. Pior: suas metralhadoras, superaquecidas, pararam de funcionar. Basilone, juntando peças, conseguiu montar uma nova arma. E começou a atirar até derrubar 38, centenas ou 3 mil japoneses – os historiadores divergem quanto ao número de vítimas. O que é consenso é a bravura do sargento. De volta aos EUA, em 1943, ele foi o primeiro americano a receber a Medalha de Honra do presidente Franklin Roosevelt, além de dezenas de homenagens. Logo cansou da vida de celebridade e pediu para voltar ao front. A Marinha, temerosa quanto ao efeito no moral do país caso ele viesse a ser ferido ou morto, tentou convencê-lo a aceitar um posto longe dos combates. Recusou. Estava entre os fuzileiros que desembarcaram na ilha de Iwo Jima em fevereiro de 1945 para enfrentar 22 mil japoneses entrincheirados. Atingido por um morteiro, morreu diante do pelotão. John Basilone virou nome de porta-aviões, prédios e monumentos nos EUA. Mas ficou mais conhecido graças à série The Pacific, da HBO.

 

 

O maior duelo

 

QUEM
VASILI GRIGORIEVITCH

NASCIMENTO
ELINISK (RÚSSIA)

ONDE ATUOU
STALINGRADO (URSS)

POR QUE É HERÓI?
FOI O MAIOR FRANCO-ATIRADOR DA GUERRA

O cenário eram os escombros de Stalingrado. De um lado, o major Heintz Thorvald, tido como o melhor atirador alemão e enviado ao front especialmente para matar “o exterminador de nazistas”. Do outro lado, o tal exterminador, o russo Vasili “Zaitsev” Grigorievitch, que só na Batalha de Stalingrado tinha aniquilado, com seu rifle e sua pontaria extraordinária, 242 alemães. Thorvald, também conhecido como Erwin Konig, tinha uma vantagem: estudou todos os passos e métodos do adversário.

A batalha entre os dois não era totalmente solitária: homens dos dois lados da trincheira procuravam pistas da localização exata dos dois atiradores. No terceiro dia, o comissário Igor Danilov, que estava com Zaitsev, levantou-se ao achar que viu o alemão ao longe. Foi alvejado no ombro. Segundo o pesquisador William Craig, no livro Inimigo nos Portões, “Zaitsev pôs uma luva em um pedaço de madeira e a exibiu, tendo esta imediatamente recebido um tiro, quando Zaitsev percebeu que Konig estava abaixo de uma chapa de ferro”. O russo seguiu entrincheirado. Konig acertou seu outro ajudante: Nikolay Kulikov. Achando que tinha matado o inimigo, o nazista saiu do esconderijo. O russo puxou o gatilho de seu rifle Mosin-Nagant modelo M91/30 calibre 7.62 com mira telescópica. Acertou o alemão em seu alvo preferido: a testa. Ele levou o rifle K-98 de Konig como troféu do duelo, considerado o mais épico de toda a guerra por muitos historiadores (outros colocam em dúvida até mesmo a existência desse confronto).

Zaitsev (que significa “lebre”, em russo) era neto de caçador e aprendeu a atirar aos 5 anos de idade em sua cidade natal, Eliniski, no sul da Rússia. Foi pastor de ovelhas antes de ser incorporado à infantaria da Marinha soviética. Chegou a Stalingrado em 20 de setembro de 1942 integrando a 284ª Divisão de Fuzileiros. O general Vassili Chuikov, encarregado da defesa da cidade, passou a estimular a ação dos franco-atiradores para combater o 6º Exército alemão, que sitiava a cidade. Suas balas penetravam nos capacetes dos inimigos. Estatísticas da época davam conta da morte de mais de mil alemães pelas mãos dos franco-atiradores em Stalingrado. Em toda a guerra, Zaitsev teria matado 468 soldados e oficiais alemães que invadiram sua terra.

Ele saiu do Exército depois do conflito e foi trabalhar em uma fábrica na Ucrânia. Morreu em Kiev, em 15 de dezembro de 1991, aos 76 anos de idade. Recebeu o título de Herói da União Soviética, o da Ordem de Lênin e a medalha Ordem do Grande Patriota, além do título de cidadão honorário de Volgogrado (ex-Stalingrado). Lá existe um monumento em sua homenagem. Seu infalível rifle está exposto no museu da cidade.

 

 

 

Persistência de metal

QUEM
DOUGLAS BADER

NASCIMENTO
LONDRES (INGLATERRA)

ONDE ATUOU
FRANÇA

POR QUE É HERÓI?
COM DUAS PERNAS DE METAL ,FOI UM DOS MAIORES PILOTOS BRITÂNICOS

Douglas Bader era um exímio piloto da eronáutica britânica, com carreira brilhante pela frente, quando em 1931 seu avião caiu fazendo acrobacias e ele teve as duas pernas amputadas. Com duas próteses experimentais de metal, foi aprovado no exame médico, e passou a integrar o 19º Esquadrão da Royal Air Force britânica e assumiu o comando do 242º Esquadrão: foi uma forte injeção moral no debilitado grupo. Em agosto de 1941, tinha abatido 22 aviões inimigos e era o quinto piloto com maior número de vitórias na RAF. Em outro acidente, Bader perdeu uma das pernas de metal e foi capturado na França pelos nazistas, que permitiram que os ingleses lhe enviassem outra perna. Prisioneiro problemático, não cansava de irritar os guardas alemães, até que foi libertado do castelo de Colditz em 1945. Bader voltou para a RAF até 1946 e no pós-guerra dedicou-se a campanhas favoráveis aos incapacitados, pelas quais foi consagrado Cavaleiro Britânico em 1976. Morreu em 1982, vítima de ataque cardíaco.

 

 

Trocou sucata por lugar entre os ases

QUEM
WITOLD URBANOWICZ

NASCIMENTO
OLONETS (RÚSSIA)

ONDE ATUOU
INGLATERRA, FRANÇA E EUA

POR QUE É HERÓI?
FOI UM DOS MAIORES ASES DOS ALIADOS

Witold Urbanowicz, de família polonesa, tentou por 4 anos combater os nazistas com aviões velhos e antiquados. Quando derrubou um avião soviético em 1936 em uma missão de rotina com um velhíssimo PZL P.11A, foi repreendido e transferido para uma escola de treinamento da Força Aérea em Deblin, a leste da Polônia. Sua vontade de participar do front o fez liderar três anos mais tarde uma resistência polonesa ao nazismo junto de seus alunos e instrutores – equipados, novamente, com aviões antiquados. A missão foi um fiasco e, sem nenhuma baixa inimiga, a escola foi desativada. Witold foi integrado à Força Aérea do Reino Unido depois da queda da Polônia, quando já estava na França. Não desperdiçou a oportunidade de mostrar seu talento pilotando um potente modelo inglês Hawker Hurricane: diante da Luftwaffe, abateu 15 aviões, o que fez dele um dos 10 maiores ases dos Aliados na batalha. Ao todo, estima-se que ele tenha derrubado durante a guerra 28 aviões alemães e japoneses. Com o fim da guerra, Witold trabalhou em companhias aéreas até 1994. Foi promovido a general em 1995, um ano antes de sua morte.

 

 

 

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