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Da bússola ao buraco negro

Mas ela ainda não era usada em navios. A bússola prestava serviços para o feng shui, ¿indicando¿ onde enterrar os mortos, por exemplo.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h23 - Publicado em 31 jan 2006, 22h00

Alexandre Versignassi

A bússola

Apareceu lá pelo século 2 a.C., na China. Mas ela ainda não era usada em navios. A bússola prestava serviços para o feng shui, “indicando” onde enterrar os mortos, por exemplo. Mais de 1 000 anos depois marinheiros começaram a usar o poder dos ímãs, que sempre apontam pro norte, para não se perderem no meio do oceano. Era a primeira aplicação realmente útil do…

Eletromagnetismo

Mas só começaram a entender melhor essa força bem depois, no século 19. Foi quando o físico Michael Faraday descobriu que os ímãs podiam gerar energia. Intrigado com suas experiências, o inglês lançou uma hipótese: a força magnética e as ondas de luz teriam a mesma natureza. Seriam como duas faces da mesma moeda. Isso inspirou outro físico, o escocês…

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James Maxwell

E ele descobriu que, sim, os raios de luz são uma forma de eletromagnetismo. Mas não ficou nisso. Maxwell mostrou que os raios “fogem” quando são perseguidos. Eles sempre vão passar por você a 1,08 bilhão de km/h. Não importa se você está parado ou quase na mesma velocidade do raio. Isso desafiou a lógica. E encafifou o alemão…

Albert Einstein

Até que em 1905 ele concluiu que o tempo e o espaço “se ajustam” para que a velocidade da luz se comporte daquele jeito. Nascia a Relatividade. Em 1916 o alemão aplicou os fundamentos dessa idéia para mostrar que a gravidade é fruto de uma geometria invisível do espaço e do tempo. Essa visão abriu as portas para conceitos bizarros, como o dos…

Buracos negros

As equações da Relatividade já sugeriam que esses monstros capazes de tragar tudo para além do tempo e do espaço existem. E olha que tudo começou com uma bússola, como disse Einstein: “O fato de a agulha apontar sempre para o mesmo lugar me mostrou, aos 5 anos de idade, que deveria haver algo escondido por trás das coisas”. Havia mesmo.

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