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Gastronomia

Os restaurantes serviam apenas uma sopinha de hospital

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h20 - Publicado em 31 ago 2006, 22h00

Como o homem passou do caçador que matava animais para comer a um fino apreciador de iguarias cuidadosamente elaboradas? Mais do que uma necessidade, a gastronomia é um prazer, e foram precisos séculos e séculos para que essa cultura se desenvolvesse. Muitos ingredientes se misturaram nesse caldeirão: a descoberta do fogo, o cultivo de alimentos, a criação de rebanhos, a possibilidade de fundir o ferro e fabricar panelas e talheres, a descoberta dos temperos (do sal às luxuosas especiarias orientais)… Apimentando a receita, as diferenças culturais dos povos deram um gosto particular aos tipos de pratos oriundos de suas terras.

Durante muito tempo, a boa mesa foi privilégio quase exclusivo dos reis, imperadores e aristocratas. Mas uma idéia contribuiu de forma decisiva para que muito mais gente pudesse desfrutar as delícias culinárias sem precisar ter um chef talentoso em casa: o restaurante.

Invenção francesa, o restaurante não tem nada a ver com as tabernas e estalagens, onde os freqüentadores não tinham tanta liberdade de escolha. O restaurante nasceu como “casas de saúde” que vendiam uma sopa renovadora (bouillon restaurant) por volta da época da Revolução Francesa, de 1789. Sua diferença principal em relação às casas da Antiguidade e da Idade Média era a oferta de conforto, privacidade e da possibilidade de escolher o que comer e a que hora do dia.

A versão mais difundida entre os historiadores é a de que a Revolução Industrial teve um papel fundamental na disseminação dos restaurantes porque a fuga dos nobres deixou muitos chefs de cozinha desempregados e, com o livre comércio, eles puderam abrir seus próprios estabelecimentos. Desde então, a culinária francesa tornou-se referência de bom gosto em todo o mundo e o restaurante, uma instituição indispensável aos tempos modernos.

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