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George Bush mandou matar Reagan?

Um maluco apaixonado pela atriz Jodie Foster tentou assassinar o presidente Ronald Reagan em 1981.O que George Bush teve a ver com o atentado?

Por Lia Hama Atualizado em 6 jan 2017, 16h04 - Publicado em 30 set 2005, 22h00

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO – George Bush mandou matar Reagan

OBJETIVO – Assumir a Casa Branca antes do final do mandato do presidente

Em 30 de março de 1981, quando deixava o Hotel Hilton, em Washington, e caminhava em direção à sua limusine blindada, o então presidente americano Ronald Reagan foi alvo de seis tiros disparados à queima-roupa. O atirador, que surgiu de repente do meio da multidão, tinha péssima pontaria, mas uma das balas ricocheteou na limusine e atingiu Reagan perto do coração. O presidente, ex-ator canastrão de Hollywood que estava no cargo havia apenas 69 dias, perdeu muito sangue, mas não o bom humor. Antes de ser levado para a cirurgia, ele ainda conseguiu brincar com os médicos. “Espero que todos vocês sejam republicanos”, disse Reagan, revelando seu medo de que algum adversário democrata pudesse pôr fim à sua vida.

Pois não é que muita gente acredita que, na realidade, quem esteve por trás da tentativa de assassinato de Reagan foi um republicano como ele? E não um republicano qualquer, mas aquele que, supostamente, deveria ser o mais fiel a Reagan: George Bush, pai do atual presidente dos Estados Unidos. E qual seria o motivo para Bush querer assassinar Reagan? Simples: Bush era o vice-presidente do país e, no caso da morte de Reagan, ele assumiria o comando da Casa Branca.

Como se sabe, quem levou a culpa pelo ataque foi o desastrado atirador John Hinckley Jr., na época com 25 anos. Obcecado pela atriz americana Jodie Foster, a quem escrevia repetidas cartas de amor e perseguia por todo o país, Hinckley admitiu que atirara em Reagan para impressionar sua paixão. Ele teria assistido pelo menos 15 vezes ao filme Taxi Driver (1976), no qual Jodie Foster faz o papel de uma prostituta de 12 anos. O motorista de táxi Travis Bickle, interpretado por Robert De Niro, teria sido a grande inspiração de Hinckley. No longa, dirigido por Martin Scorsese, De Niro é o motorista sociopata apaixonado pela jovem prostituta. Para se exibir e impressionar a garota, ele resolve matar um político em campanha.

Hinckley tentou se aproximar de Jodie Foster de diversas maneiras, sem sucesso. Para chamar a atenção da atriz, chegou a pensar em seqüestrar um avião ou então se suicidar na frente da amada. Decidiu que seria melhor assassinar alguma figura conhecida. Seguiu então o presidente democrata Jimmy Carter por vários estados, mas foi detido por porte ilegal de armas. Solto, fez tratamento contra depressão e sossegou por um tempo. Mas teve uma recaída e, em 1981, surgiu a grande chance de atirar em Reagan, sucessor de Carter. O atentado, segundo Hinckley, seria “o maior ato de amor da história”. O atirador foi levado a julgamento em 1982, mas a defesa alegou insanidade mental do acusado. Hinckley foi internado para tratamento psiquiátrico num hospital em Washington. Em 2000, ganhou o direito de visitar sua família desacompanhado. O privilégio foi revogado depois que se descobriu que ele retornava ao hospital com farto material sobre Jodie, sua eterna obsessão.

De acordo com alguns conspirólogos, tudo isso não passa de uma cortina de fumaça. Para eles, existem evidências de que o então vice George Bush e seus filhos estiveram por trás do atentado contra Reagan. Afinal, o atirador John Hinckley é filho de um dos maiores doadores da campanha política de Bush. As famílias Bush e Hinckley, donas de empresas de petróleo, mantêm relações de longa data. Tanto que, na noite seguinte ao atentado contra Reagan, Scott Hinckley, irmão mais velho de John Hinckley, tinha um jantar marcado na casa de Neil Bush, filho do então vice-presidente, em Denver. Aparentemente, tudo não passava de um negócio de família. Mas, segundo os que defendem a tese, o tal jantar seria uma festa previamente combinada para comemorar o assassinato de Reagan.

Como o plano não deu certo, o jantar “de família” foi cancelado. Na época, o jornal americano Houston Post divulgou a história, que repercutiu no país inteiro. A mulher de Neil Bush, Sharon, confirmou que o encontro estava marcado para aquela data, mas disse que Scott Hinckley era apenas alguém que estava saindo com uma amiga do casal Bush. “Eu nem conheço o irmão de Scott”, afirmou Sharon um dia depois do atentado.

Segundo a teoria, John Hinckley foi simplesmente usado no complô. Analisando-se a trajetória do tiro quase fatal em Reagan, há os que garantem que ele não poderia ter sido disparado à queima-roupa. O provável, dizem, é que o disparo veio de um lugar mais alto, como da sacada de um prédio próximo. E mais: ao levarem Reagan para o hospital, os agentes do serviço secreto erraram o caminho, o que atrasou o atendimento. Apesar disso, Reagan sobreviveu ao atentado – e Bush amargou oito anos até, enfim, se mudar para a Casa Branca.

Sempre na moita

Algumas histórias suspeitas que rondam a família Bush, dona de uma extensa ficha corrida

 

O que não faltam são teorias conspiratórias envolvendo a família Bush – palavra inglesa que significa “arbusto” ou “moita”. As histórias atingem o atual presidente americano, George W. Bush; seu pai, o ex-presidente George Bush; o irmão do presidente e atual governador do estado da Flórida, Jeb Bush; o irmão deles, Neil Bush; e até mesmo o avô deles, Prescott Bush. As acusações são tantas e tão variadas que muitos adeptos tratam os Bush como “Os Talibãs do Texas” ou “O Império do Mal”. Veja uma amostra.

1. Negociatas com nazistas

Prescott Bush, avô do atual ocupante da Casa Branca, teria feito grandes negócios com os nazistas, ajudando no rearmamento alemão durante a Segunda Guerra. Parte da fortuna da família teria origem nesses negócios sujos. Por isso, alguns sobreviventes do campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, exigem hoje uma indenização de 400 milhões de dólares da família Bush.

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2. Fraudes nas eleições

As eleições de 2000 foram vencidas por George W. Bush por uma diferença de 537 votos na Flórida sobre o democrata Al Gore. A vitória foi decidida pela Suprema Corte, que determinou o fim da recontagem. Segundo adversários, Jeb Bush, irmão de George e governador da Flórida, “roubou” na apuração para favorecer o parente.

3. Os atentados de 11 de setembro

A deputada americana Cynthia McKinney, do Partido Democrata, acusou o presidente George W. Bush de ter interesses no atentado terrorista de 2001. Bush precisava de uma guerra, já que seu pai era diretor da principal fornecedora de material bélico para os Estados Unidos, a Carlyle Group.

4. No mesmo time de Bin Laden

A mesma deputada Cynthia McKinney disse que a polícia americana foi instruída a não investigar grupos terroristas sauditas, porque eles mantêm relações comerciais com empresas ligadas aos Bush. No filme Fahrenheit 11 de Setembro, o cineasta Michael Moore mostra as ligações comerciais entre os Bin Laden e os Bush, incluindo uma reunião que Bush filho teve com a família meses antes dos atentados.

5. Poupando os amigos

Exatamente no dia 11 de setembro, Bush teria aconselhado cidadãos israelenses a não irem trabalhar no World Trade Center. Autoridades do governo também teriam sido avisadas para não tomarem aviões que sobrevoassem o espaço aéreo de Nova York e Washington, alvos dos ataques.

6. A sociedade secreta dos Illuminati

A sociedade secreta dos Illuminati foi desmantelada pelo governo alemão em 1784. Mas, para o escritor americano David Icke, a sociedade ainda existe e é composta por ETs reptilianos – seres híbridos, meio humanos, meio alienígenas. Bush pai e Bush filho seriam membros da sociedade secreta, que também estaria por trás dos atentados de 11 de setembro.

7. O anticristo

De acordo com estudiosos das forças do mal, as letras do nome de Bush equivalem ao número 666, o código da Besta. Prova de que o presidente americano seria a encarnação do capeta é que, em seus pronunciamentos, ele faz constantes referências ao demônio e à luta do bem contra o mal, que é uma característica de todo anticristo que se preze.

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