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Hasta la vista, baby

Tenho razões para acreditar que essa espera mensal vai valer a pena: a revista dá sinais de que está entrando num período muito legal.

Denis Russo Burgierman, diretor de redação

Até outro dia, Arnold Schwarzenegger não passava de um mau ator para mim. Pois então: a partir do mês que vem ele vai ser o meu governador. Sim, garoto, eu vou pra Califórnia. Ganhei uma bolsa de estudos para jornalistas da Universidade Stanford, o que equivale mais ou menos a ganhar na loteria, e vou passar um ano fora. Daí o título que escolhi para este texto, citando a frase do fortão.

O ano vai ser sensacional (e, se quiser, você pode acompanhá-lo pelo meu blog: oexperimento.wordpress.com). Mas confesso que estou achando esquisita es­sa história de ficar longe da Super, depois de 12 anos aqui dentro (3 como freelance, 3 como repórter, 6 como editor). Mesmo isso tem um lado bom. Vou resgatar um dos grandes prazeres da minha juventude: esperar todo mês a revista da moldura vermelha, sem saber o que tem lá dentro.

Tenho razões para acreditar que essa espera mensal vai valer a pena: a revista dá sinais de que está entrando num período muito legal. Em todo esse tempo aqui, nunca vi uma equipe tão afinada, tão empolgada, tão desprovida de arrogância e cheia de potencial (e olha que convivi com muita equipe boa). Vocês vão ver. Reparem no trabalho dos caras: Sambuga (nunca satisfeito, sempre querendo melhorar), Versi (que conhece de cor a história da Super), Nina (o futuro), Fabrício (que vive para transgredir), Sérgio (focado, claro, vai ocupar esta página aqui), Josi (nenê-cuticuti, que bonitinho), Marcão (dos textos perfeitos), Narloch (das idéias inesperadas), Mari (jornalista sensível e nossa personal psicanalista), Bruno (talento puro), Iria (simplesmente hors-concours), Rapha (designer completo), o time da internet (Eduf, Fabi, a outra Fabi e Elton, empolgadíssimos com o novo site) e quem mais vier se conseguirmos convencer a Abril de que investir na Super vale a pena. E um ano passa logo. Já estou com saudades.

Mas espere aí, não passemos a carroça à frente dos bois. Ainda não fui embora, pô. Falemos desta edição aqui. Ultimamente, ando lendo muitas bobagens sobre pensamento positivo – algumas delas publicadas em revistas mensais e semanais. Acredito, de verdade, que nossa reportagem de capa conseguiu ir além das outras e trouxe informação relevante tanto para quem gostou de O Segredo quanto para quem não suporta mais ouvir falar nisso. Tomara que você concorde.

Grande abraço!