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Judas, o fiel

o Evangelho de Judas. Descoberto em uma caverna do deserto egípcio e traduzido em abril, o manuscrito de 13 folhas de papiro contraria uma das principais verdades do cristianismo.

Leandro Narloch

O Evangelho de Judas

Rodolphe Kasser, Marvin Meyer e Gregor Wurst, 186 páginas, R$ 29,90

Depois de 16 séculos enterrado, um dos textos mais importantes da história chegou às livrarias: o Evangelho de Judas. Descoberto em uma caverna do deserto egípcio e traduzido em abril, o manuscrito de 13 folhas de papiro contraria uma das principais verdades do cristianismo. Em vez de traidor, Judas aparece como um modelo de apóstolo, o único a entender as idéias de Jesus.

Frase: “Ciente de que Judas refletia sobre algo elevado, Jesus lhe disse: ‘Afasta-te dos outros e eu te contarei os mistérios do reino. É possível que tu o alcances, mas vais afligir-te muito’.”

Por que é imperdível: Trata-se da maior descoberta arqueológica dos últimos anos.

• Escrito em grego no século 2, o Evangelho de Judas é uma das mais de 30 narrativas sobre Jesus que ficaram de fora da Bíblia, ao contrário dos evangelhos de Mateus, João, Lucas e Marcos, que são os mais antigos.

• Segundo o manuscrito, Jesus queria morrer – e pediu ajuda de Judas para isso. “Mas tu suplantarás a todos eles. Pois sacrificarás o homem que me veste”, disse Jesus ao apóstolo.

• Descoberto em 1978, o manuscrito foi roubado e reencontrado em 1983. Ficou 17 anos na mão de um comerciante grego até ser vendido por US$ 300 mil a uma colecionadora suíça, que o pôs à venda um ano depois por US$ 2,5 milhões.