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Mário Schemberg: 1914-1990

Falece o físico pernambucano Mário Schemberg, classificado por Albert Einstein entre os dez maiores do mundo.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h22 - Publicado em 31 dez 1990, 22h00

A morte do pernambucano Mário Schenberg, em novembro do ano passado, privou o país de um dos maiores cientistas de sua história. Classificado por Albert Einsten entre os dez maiores físico do mundo, nos anos 40, quando estava no auge da criatividade, ele participou do extraordinário esforço para explicar o funcionamento das estrelas por meio da força nuclear. Mas sua importância vai muito além disso. Antes de mais nada, ajudou a modernizar o ensino de Física no Brasil, praticamente inexistente na década de 30, como disciplina independente – formado engenheiro e matemático, ele mesmo só regularizou sua situação acadêmica depois de iniciar a pesquisa. Desde então, tornou-se um pioneiro na divulgação da história da ciência, tema essencial ao aprendizado e à pesquisa. Paralelamente, cultivou o gosto pelas artes plásticas, tornando-se um crítico influente: também participou da política, a ponto de eleger-se, em 1946, ano da Constituinte, deputado estadual pelo Partido Comunista. Era, acima de tudo, um pensador original e inquieto, como gostava de admitir. “Eu não me importo com barreiras desnecessárias.”

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