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No clube dos seis dígitos

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h17 - Publicado em 31 jan 2001, 22h00

Adriano Silva

Não lembro de termos entrado um ano no Brasil com tanto otimismo quanto em 2001. Ao que parece, não se trata de uma euforia ligeira prenunciando o próximo período de magreza, como nos aconteceu tantas vezes. O mais provável é que o país esteja próximo, como nunca antes, de inaugurar um ciclo de crescimento econômico sustentável. E isso é muito bom.

Na Super, modestamente, vivemos uma situação parecida. Entramos o ano com uma ótima notícia. A capa de dezembro, “Aids: o HIV é inocente?”, vendeu 106 000 exemplares em banca. É a primeira vez na história da revista que essa venda rompe a barreira dos seis dígitos. O que permite à Super ingressar num clube bastante seleto, do qual fazem parte apenas uma dúzia de publicações no Brasil.

Estamos otimistas em relação a 2001. Não acreditamos que essa conquista na banca, uma das arenas fundamentais para qualquer revista, tenha sido um fato isolado. Primeiro, porque a capa de janeiro, “O fim do câncer?”, tem números preliminares que apontam para uma venda também superior a 100 000 exemplares. Depois, porque estamos convictos de que a edição que você tem em mãos, seja na matéria de capa – assinada pelo editor especial Jomar Morais, que apresenta a enorme e crescente polêmica envolvendo as vacinas –, seja em qualquer outra reportagem ou seção, reúne todas as condições para repetir a dose: novidade, relevância, utilidade, apuro. Enfim, bom jornalismo.

É possível que a reforma editorial que gerou a nova Super em agosto do ano passado tenha preparado a revista para ingressar de vez nesse novo patamar. É possível também que estejamos inaugurando um ciclo de crescimento sustentável na revista. Parecido com o que – oxalá, bata aí três vezes na madeira – o Brasil está prestes a experimentar.

Como notícia boa sempre vem acompanhada (subverto o ditado em nome do otimismo), gostaria de registrar a indicação da Super, por meio do editor Denis Russo Burgierman, da (infelizmente) ex-chefe de arte Joana Figueiredo e do infografista Luiz Iria, como finalista do Prêmio Esso de Jornalismo, edição 2000, na categoria Criação Gráfica, com a matéria “Derrame negro”, publicada em março do ano passado. Uma salva de palmas que eles merecem.

adriano.silva@abril.com.br

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