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Obra de arte mais antiga do mundo tem 51 mil anos

Ela foi encontrada na Indonésia e datada com nova técnica de laser. Segundo pesquisador, é apenas uma questão de tempo até encontrarmos amostras mais antigas.

Por Isabela Lobato
6 jul 2024, 19h00

Talvez você tenha que espremer um pouco os olhos para enxergar o que está retratado nos borrões e riscos vermelhos na imagem acima. Na pedra, há um grande porco vermelho cercado por três pessoas. A preservação não está das melhores, porque a pintura está nessa mesma pedra há 51 milênios. 

A pintura foi encontrada  em 2017 em uma caverna na Indonésia, mas só foi datada recentemente com um método inovador de laser. O resultado deu à gravura o pódio de obra de arte mais antiga que temos conhecimento – com humildes 51.200 anos. 

“Essa é a mais antiga evidência de narração de histórias”, diz Maxime Aubert, coautor do estudo e arqueólogo da Universidade Griffith, na Austrália, em entrevista à AFP. Ele especulou que as pinturas provavelmente foram feitas pelo primeiro grupo de humanos que passou pelo sudeste da Ásia antes de chegar à Austrália, há cerca de 65.000 anos. “Provavelmente, é apenas uma questão de tempo até encontrarmos amostras mais antigas”, acrescenta.

É preciso fazer uma diferenciação: as primeiras inscrições que sabemos que foram feitas por humanos são linhas e padrões simples feitos em ocre. Encontradas na África do Sul, elas são ainda mais antigas, e foram feitas há cerca de 100 mil anos. Entretanto, a pintura encontrada agora é a mais antiga representação narrativa, pois é mais complexa. Aubert diz que há uma “enorme lacuna” nos 50 mil anos que separam as inscrições da África do Sul  e as pinturas rupestres da Indonésia.

Anteriormente, acreditava-se que a primeira arte narrativa havia surgido na Europa. Uma estátua do “homem-leão” encontrada na Alemanha foi datada de cerca de 40 mil atrás. 

O fato de os primeiros seres humanos terem sido capazes de contar uma história sofisticada por meio da arte pode reescrever nossa compreensão da evolução cognitiva humana, acrescenta Aubert. “Nossa descoberta sugere que contar histórias era uma parte muito mais antiga da história humana do que se pensava anteriormente”, disse o arqueólogo Adam Brumm, coautor do estudo, em uma coletiva de imprensa.

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Aubert também fez parte da equipe que identificou a pintura que tinha o título de mais antiga até então, encontrada em 2019 em uma caverna na ilha de Sulawesi, também na Indonésia. Estimava-se que ela tivesse 44 mil anos, mas – ao ser testada com a nova datação por laser – os cientistas atualizaram sua idade para 48 mil anos.

Segundo Aubert, a nova técnica a laser é mais precisa, fácil, rápida, barata e requer amostras de rocha bem menores do que o método anterior de série de urânio.

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