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Obra digna de um faraó

A construção também foi favorecida pelas condições naturais da região, como a pequena distância entre o Mar Mediterrâneo e o Vermelho, o relevo pouco acidentado e a consistência arenosa do terreno.

O Canal de Suez, no Egito, é o maior canal navegável do mundo, com 163 quilômetros de extensão. Ele vai do Golfo de Suez, no Mar Vermelho, a Porto Said, no Mediterrâneo, permitindo uma rota mais curta entre o Oriente Médio e a Europa. Antes de sua construção, era preciso contornar a África. Na verdade, a existência de um canal ali é muito antiga.

Os romanos já usavam a região para a passagem de pequenas embarcações e a chamavam de “Canal dos Faraós”. O que os engenheiros fizeram foi alargar a passagem para que pudesse comportar navios com até 70 metros de largura e 500 metros de comprimento, como são os superpetroleiros que operam no Golfo Pérsico. O canal levou dez anos para ficar pronto (1859/1869) e a obra foi coordenada pelo engenheiro e diplomata francês Ferdinand de Lesseps. A construção também foi favorecida pelas condições naturais da região, como a pequena distância entre o Mar Mediterrâneo e o Vermelho, o relevo pouco acidentado e a consistência arenosa do terreno. Mais de 1,5 milhão de trabalhadores participaram da empreitada, que custou 25,5 milhões de dólares.

• Embora o Canal do Panamá seja menor (82 quilômetros de extensão), é considerado uma obra mais complexa por causa do desnível entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Tanto que figura entre as maravilhas da engenharia moderna.