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Príncipe Harry não foi o único a abdicar da Família Real

E olha, nem todos os casos foram tão amigáveis quanto os episódios recentes.

Por Carolina Fioratti - Atualizado em 9 jan 2020, 18h18 - Publicado em 9 jan 2020, 18h16

A última quarta-feira (8) foi agitada para a família real britânica. O Príncipe Harry e sua esposa, a atriz Meghan Markle, anunciaram por meio de um post no Instagram que estariam abdicando de suas posições. Antes disso, Harry, que possui o título de Duque de Sussex, seria o sexto na sucessão do trono. Antes dele há seu pai, Príncipe Charles, seu irmão, Príncipe William, e seus três sobrinhos, filhos de William e Kate Middleton.

O casal diz que pretende se tornar financeiramente independente, e afirma que dividirá seu tempo entre o Reino Unido e a América do Norte. De acordo com a nota oficial, foram “meses de reflexão e discussões internas” para chegar à decisão final. O clima ficou tenso no Palácio de Buckingham, pois nenhum outro membro da família foi consultado sobre a saída. 

Mas essa não é a primeira vez que um membro da família real abdica do trono. Na lista abaixo, conheça outros casos: 

Rei Edward VIII, Duque de Windsor 

12 de dezembro de 1936 a 28 de maio de 1972 Reprodução/Wikimedia Commons

Se o Rei Edward VIII não tivesse abdicado do trono, a família real teria uma organização bem diferente da que conhecemos hoje. 

O Duque de Windsor teve fator determinante para a atual configuração da realeza britânica. Ele chegou a governar por cerca de um ano, porém desistiu do trono por amor. Quem assumiu a posição foi seu irmão mais novo, Albert, que se tornou George VI ー o pai da Rainha Elizabeth II.

A responsável pela história foi americana Wallis Simpson, que já carregava dois divórcios em seu histórico amoroso. O grande problema estava na Igreja Anglicana, que não reconhecia o casamento daqueles que ainda tivessem o antigo parceiro vivo. O rei, claro, deveria seguir os mandamentos religiosos.

Então, em 1936, por meio de um anúncio no rádio, Edward abdicou do trono para se casar com Wallis. O casal firmou compromisso em 1937 e permaneceram juntos até a morte do Duque, em 1972. O filme O Discurso do Rei, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2011, chega a abordar esta história.

Jaime VII da Escócia ou Jaime II da Inglaterra

14 de outubro de 1633 a 16 de setembro de 1701 Reprodução/Wikimedia Commons

Jaime VII não era nem um pouco bem visto pelo Parlamento. Além de apresentar uma tendência favorável à França (que possui antigos conflitos com a Inglaterra) e ser católico, o rei ainda nomeou católicos para posições de destaque nas esferas política e militar. 

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Notando o conflito que surgia, resolveu agir por conta própria, o que assustou os protestantes. Afinal, um rei católico com poder de monarca absoluto? Melhor não. 

Convidaram, então, o príncipe holandês William, considerado por todos o rei ideal: bom militar e casado com a filha mais velha de Jaime. Vendo que não haveria como lutar, o rei se exilou na França, o que deu abertura para o Parlamento inglês declarar a abdicação. Em 1688, William e a esposa assumiram a posição em conjunto. 

Maria, Rainha da Escócia

7 de dezembro de 1542 a 8 de fevereiro de 1587 Reprodução/Wikimedia Commons

A Rainha da Escócia tem uma história bem macabra. Ela era casada com Henrique Stuart, ou Lorde Darnley, que assim como muitos monarcas, estava cercado por inimigos.

Henrique foi assassinado misteriosamente nos arredores de Edimburgo. O principal suspeito? O Conde de Bothwell, conselheiro de Maria. Mesmo com tal situação, a rainha poderia ter saído impune, se não tivesse se casado com o Conde meses após a morte do marido.

Como suspeita do crime, os protestantes se revoltaram contra ela, forçando-a a abdicar em 1567.

Rei Ricardo II 

6 de janeiro de 1367 a 14 de fevereiro de 1400 Reprodução/Wikimedia Commons

A história do Rei Ricardo II também não foi amigável. Sua personalidade não era das mais agradáveis, digamos assim. E claro, muitos não gostavam dele, nem mesmo seus familiares. 

Com o objetivo de barrar seu caráter autoritário, seu tio, o Duque de Gloucester, convocou um grupo para derrubar Ricardo e quem mais o apoiasse. Mas o monarca não deixou a história quieta, e decidiu prender (e banir) todos seus opositores, entre eles seu primo, Henrique de Bolingbroke, que teve seus pertences roubados e divididos entre partidários de Ricardo.

Na época, o rei foi para a Irlanda, mas Henrique tomou o poder e firmou aliança com o Duque de Northumberland. Ricardo não teve outra escolha a não ser se render, regressar a Londres e abdicar. A nova figura no trono, em 1399, tornou-se então Henrique IV.

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