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Que mulher é essa?

O mundo dá voltas. Precisou de séculos de opressão e deteorias machistas, de bruxas queimadas e sutiãs também, para que a mulher recuperasse o status que já teve um dia.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h28 - Publicado em 31 dez 2003, 22h00

Tatiana Bonumá, Bárbara Soalheiro e Marcello Badoco

No dia 7 de setembro de 1968, enquanto Jordi Ford era eleita Miss América e, do lado de fora do teatro, uma centena de mulheres gritava lemas de protesto, a história eternizava um episódio que, na realidade, nunca aconteceu: a queima de sutiãs em praça pública. Para protestar contra a ditadura da beleza que estava sendo imposta às mulheres de seu tempo – o degradante símbolo burro-peitudo-feminino, como dizia o manifesto divulgado naquele dia – mulheres de vários estados americanos saíram às ruas de Atlantic City levando símbolos de feminilidade da época: cílios postiços, revistas femininas, sapatos de salto alto, detergentes e sutiãs. Elas organizaram uma “lata de lixo” onde todos os apetrechos seriam queimados. Mas a queima não chegou a ocorrer. “A prefeitura não autorizou o uso de fogo”, diz a feminista americana Amy Richards.

Os Estados Unidos viviam um momento delicado: tropas invadiam o Vietnã e Martin Luther King havia sido assassinado. Militarismo, racismo e sexismo eram palavras quase equivalentes – os males da sociedade, os inimigos a serem combatidos. E foi nesse contexto que o movimento feminista cresceu. Não como uma revolta contra os homens, mas a favor da maior igualdade entre os seres humanos. “O movimento feminista não era nada mais que um sindicato de mulheres. Tinha as mesmas reivindicações que os sindicatos na época: igualdade de direitos e liberdade de expressão”, afirma a feminista Rose Marie Muraro, uma das precursoras do movimento no Brasil.

Os cartazes e gritos pelas ruas de Atlantic City combatiam os caminhos daquela sociedade dominada por homens de elite, que impunha às mulheres – assim como aos negros – papéis secundários. No caso das mulheres, os papéis tinham raízes profundas. Tramas de filmes, novelas e romances repetem com freqüência – até hoje – uma dicotomia enfática. De um lado a mocinha que sofre com a maldade alheia e sonha com uma redentora festa de casamento; do outro, a antagonista cruel, que abusa da sensualidade para conseguir poder. Em outras palavras, repetem as fórmulas femininas bíblicas mais populares entre as sociedades cristãs: Maria, a mãe, virgem e imaculada. E Eva, a pecadora, sedutora, que pelo desejo expulsou os homens do Paraíso.

Não é segredo que esses modelos, assim como toda a elaboração da identidade feminina, partiram da visão masculina, e não da percepção das próprias mulheres sobre si mesmas. “A história do mundo é a história dos homens, principalmente os da elite. A narrativa histórica não contemplou o feminino nem contou como viveram as mulheres, o que pensaram, o que fizeram”, diz a socióloga Cristina Costa, autora do livro A

Imagem da Mulher. É claro que há exemplos, como as mulheres que ilustram esta reportagem. Mas são poucos. Foram a depuração do movimento feminista, a liberação sexual e a crescente – e inevitável – participação feminina no mercado de trabalho que começaram a dar novos contornos à imagem da mulher. A eterna dicotomia começou a ruir, ao lado da exclusão social e da falsa aura de fragilidade, que acompanharam as mulheres ao longo de séculos. Um novo enredo está sendo escrito – desta vez, por elas mesmas.

Mas nada disso quer dizer que o papel proeminente da mulher seja uma absoluta novidade. Na Pré-História, a figura feminina tinha um enorme peso nas sociedades de todo o mundo. “Não eram sociedades matriarcais e sim matricêntricas”, diz Rose Muraro. “A mulher não dominava, mas as sociedades eram centradas nela por causa da fertilidade.” Hoje parece óbvio afirmar que uma mulher não pode engravidar sozinha, mas há milhares de anos homens e mulheres simplesmente ignoravam o mecanismo da concepção. Assim, pela sua inexplicável habilidade de procriar, mulheres eram elevadas à categoria de divindades. Os vestígios paleolíticos de estatuetas femininas, assim como as pinturas e objetos encontrados em cavernas desse período, revelam uma forma de religião em que o feminino ocupava um lugar primordial.

Mas não é preciso ir tão longe. Há exemplos mais recentes da influência feminina na sociedade. Escrituras datadas de 1148 mostram que no sul da Índia, no estado de Karnataka, mulheres administravam vilarejos e cidades, além de liderar instituições religiosas. “Elas gozavam dos mesmos direitos que hoje são reservados aos homens”, diz a historiadora indiana Jyotsna Kamat, da Universidade de Karnataka. Os mesmos direitos pelos quais as feministas ocuparam as ruas de Atlantic City.

A primeira mulher

Mas, se os direitos iguais eram regra no passado, por que deixou de ser assim? Uma possível explicação está na mudança de percepção sobre os mecanismos da reprodução. Quando os homens abandonaram a caça e passaram a domesticar animais, há 8 mil anos, perceberam – pela observação do comportamento dos bichos – o papel do macho na procriação. “Entre os celtas, o Sol, antes uma potência feminina, torna-se deus-Sol, substituindo a deusa primitiva, relegada à categoria de astro frio e estéril, a Lua”, escreveu a sexóloga Regina Navarro Lins em seu A Cama na Varanda, que narra a evolução histórica dos relacionamentos sexuais. Um processo parecido ocorreu em muitas sociedades.

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Foi aí que se instituiu a monogamia. Para que o homem pudesse ter certeza de que o filho gerado era seu, teria que garantir que a mulher não tinha feito sexo com outros. Com o passar dos anos, essa relação se tornou mais complexa e a mulher passou a ser vista como propriedade do homem. Para o filósofo alemão Friedrich Engels, no clássico A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, tal conceito surge com o advento da propriedade privada, que cria a preocupação com a herança. As terras seriam passadas para os filhos desde que houvesse a certeza de que eles tinham os mesmos genes que o pai. E, na ausência de testes de DNA, o jeito foi instituir a monogamia e manter a posse sobre a esposa para que os patriarcas ficassem seguros quanto à sua descendência.

Nascia ali a “mulher depreciada”, nas palavras do filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de A Terceira Mulher, escrito em 1997. “Por toda a parte as atividades valorizadas são as exercidas pelo homem; por toda a parte os mitos e discursos evocam a natureza inferior das mulheres”, afirma o filósofo.

E foi a imagem dessa mulher – a depreciada – que perdurou durante a maior parte da história da humanidade.

Nesses séculos, tudo o que dizia respeito a mulheres, inclusive a beleza, era desvalorizado. “Não há rosa sem espinho” ou “por fora bela viola, por dentro pão bolorento” eram ditados com o objetivo de advertir os rapazes contra os atrativos perigosos da beleza feminina. Nem a maternidade escapava da desvalorização sistemática. As mulheres passam a ser vistas apenas como receptoras da semente masculina, essa sim geradora. Segundo Aristóteles, cabia aos homens produzir o sperma, a causa eficiente da geração. As mulheres apenas carregavam o bebê.

Thomas Laqueur, em seu livro Inventando o Sexo, mostra como o conceito de inferioridade feminina foi construído pela ciência grega e influenciou a visão ocidental até Freud, autor da hoje contestadíssima tese da “inveja do pênis”. Os gregos acreditavam que os órgãos genitais eram um só e o que determinava o masculino ou o feminino era a posição que eles ocupavam. “Se virarmos os órgãos genitais da mulher para fora e, por assim dizer, virarmos para dentro e dobrarmos em dois os do homem, teremos a mesma coisa em ambos sob todos os aspectos”, disse, no século 2, o médico grego Galeno de Pérgamo. As mulheres eram vistas, portanto, como uma espécie de “homens incompletos”.

A inferioridade delas era anatômica: faltava-lhes a competência de exercer o pleno potencial de seus órgãos sexuais “Elas não têm tanto calor, nem a capacidade de empurrar para fora o que a frieza de seu temperamento mantém preso em seu interior”, escreveu, no século 16, o médico francês Ambroise Paré.

Essa idéia fez com que a crença na inferioridade feminina imperasse por centenas de anos. No final do século 17, quando a francesa Marie de Marcis – uma mulher que se apaixonou pela empregada e revelou que era, na verdade, um homem (um caso típico de hemafroditismo) – foi julgada, a preocupação do tribunal era se alguém inferior poderia chegar, de forma tão abrupta, a uma posição superior. “A questão central era se alguém que não nasceu para uma situação mais elevada, alguém que viveu toda a vida como mulher, tinha o necessário para desempenhar legitimamente o papel de homem”, escreveu Laqueur.

Há, portanto, uma herança cultural que excluiu as mulheres da vida pública. “Mas isso não significa que elas não tinham poder. Em cada momento histórico, ele foi exercido da maneira que era possível”, diz a antropóloga Miriam Grossi, da Universidade Federal de Santa Catarina. Um exemplo clássico foi a bruxaria, que marcou a Idade Média. As bruxas eram mulheres que conheciam as propriedades das ervas e atuavam como curandeiras. Ao fazer pessoas sararem, tais mulheres desafiavam o universo da salvação restrito à Igreja. As bruxas tiveram pior sorte que os sutiãs de Atlantic City. Acabaram na fogueira, reforçando um mote que é atribuído ao grego Péricles: “A melhor mulher é aquela de quem menos se fala”.

A segunda mulher

Para amenizar o intenso clima de guerra que dominava a Europa a partir do século 16, em grande parte inflamado pela Inquisição que queimava bruxas, a Igreja lançou uma campanha em favor do amor romântico. A fim de divulgar a nova mentalidade, o clero organizava festivais artísticos, em que apresentações de dança e teatro enalteciam as donzelas e os sentimentos amorosos. Assim, o mote de Péricles perdeu a força e a melhor mulher passou a ser aquela de quem mais se falava. Desenvolveu-se o culto da dama amada e de suas perfeições. A beleza feminina finalmente se tornou um atrativo e não uma armadilha da qual os homens deveriam fugir. O francês Lipovetsky afirma que surgiu aí uma segunda mulher, diferente da “depreciada”: a “mulher enaltecida”.

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O casamento, até então uma negociação entre as partes, passou a ser uma união de afeto. A personagem Julieta, de William Shakespeare, traduz bem a atmosfera de amor cortês, que beneficiou a imagem feminina. “O romantismo foi, efetivamente, o movimento que deu projeção à mulher, tornando-a mais respeitada e com alguma importância social”, afirma Cristina Costa em A Imagem da Mulher.

O iluminismo, já no século 18, reforçou essa importância. O movimento trouxe para o foco das preocupações os direitos do indivíduo – até então, nas monarquias absolutistas, as pessoas valiam bem pouco se não fossem nobres e, claro, homens. Foi nessa época, por exemplo, que a educação das crianças entrou para o rol dos assuntos de interesse público. A mudança agregou novamente poder à maternidade e fez da mulher a líder da família. Instalou-se uma situação ambígua: dentro de casa, vigorava uma espécie de comando matriarcal. Mas do lado de fora, nas relações sociopolíticas, ainda imperava o patriarcado. Esse estado de coisas vigorou até outro dia – na verdade, ainda vigora em boa parte dos lares do mundo.

A terceira mulher

Mas mesmo essa “mulher enaltecida” estava subordinada ao homem. Ela desempenhava apenas os papéis sociais que lhe eram permitidos pela classe masculina dominante. Com o feminismo, na segunda metade do século 20, surge uma novidade: a mulher que quer decidir seu destino. “A terceira mulher é sujeita de si mesma”, afirma Lipovetsky. Por isso, o filósofo francês chama-a de “mulher indefinida.” O que Lipovetsky quer dizer é que, enfim, os caminhos sociais pré-traçados para as mulheres podem ser abandonados – ninguém mais define o que elas têm que ser. A existência feminina tornou-se um processo de escolhas. E, ao que parece, a mulher tem escolhido participar cada vez mais efetivamente dos papéis antes restringidos ao masculino. Julieta sai de cena. Entra a poderosa Lara Croft.

Daqueles anos nebulosos para o século 21, de propriedade a mulher passou a proprietária. Cerca de 70% das pequenas empresas brasileiras são administradas por mulheres. Em países como a Suécia, elas ocupam 45% dos cargos parlamentares. No Brasil, o poder político ainda é uma conquista recente. Mesmo beneficiadas pela lei que determina que 30% das candidaturas partidárias devem ser preenchidas por mulheres, ocupam apenas 9% dos mandatos parlamentares.

A presença de mulheres na vida púbica não configura somente uma conquista feminina, como também muda as relações políticas no mundo. O relatório Engendering Development (“Dando Gênero ao Desenvolvimento”), lançado em 2002 pelo Banco Mundial, afirma que os países em que a igualdade de gênero na política é menor “pagam um preço alto no que diz respeito à sua habilidade de desenvolvimento e redução de pobreza”. Ou seja: países mais machistas são mais pobres. Simples assim.

A remuneração, entretanto, não acompanhou o crescimento profissional feminino. Uma pesquisa divulgada em junho do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que as profissionais de todas as classes sociais, em cargos idênticos aos dos homens, ganham 40% a menos do que eles. Esse padrão se repete em todo mundo. Na França, as mulheres têm salários 15% menores em relação aos homens que ocupam o mesmo cargo ou desempenham a mesma função. No caso do Brasil, um aspecto torna a diferença ainda mais cruel. Em média, as brasileiras têm um ano a mais de escolaridade do que os brasileiros e, muitas vezes, mais cursos e especializações. Ou seja, são mais bem preparadas e ganham menos.

Para justificar a diferença salarial, muitos empregadores citam o fato de as mulheres engravidarem ou serem as principais responsáveis pela educação dos filhos e pela administração da casa, tendo assim menor envolvimento com o trabalho. “Explicações tradicionais estão longe de ser suficientes. A diferença de salários entre homens e mulheres ainda reflete o peso da cultura e da tradição. Certos preconceitos parecem ter vida longa”, afirma a economista Rachel Silveira, da Universidade de Paris e uma das autoras do livro As Fronteiras da Desigualdade – Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho.

De volta aos sutiãs

A luta feminina pela igualdade de direitos acabou fazendo com que, desde as últimas décadas do século 20, as discussões sobre papéis masculinos e femininos tomassem caminhos indesejados. Por um lado, o pedido de direitos iguais se confundiu com uma igualdade totalitária e irreal entre homens e mulheres, ignorando diferenças que se tornam cada vez mais claras à luz da ciência.

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“Os hemisférios do cérebro feminino se correspondem de maneira direta e seu funcionamento é simétrico, não lateralizado, como no homem. Isso dá à mulher uma melhor capacidade em verbalizar e estabelecer comunicação”, afirma o neurologista paulistano José Salomão Schwartzman. Um exemplo cotidiano da facilidade feminina em criar intimidade são as relações que mulheres desenvolvem no salão de beleza. Bastam 15 minutos para que elas comecem a fazer confissões ao seu cabeleireiro. Da mesma forma, homens são melhores para algumas tarefas, como a de se localizar espacialmente. É por isso que eles acham caminhos, enquanto elas são melhores para pedir informações. Ou seja, digam o que disserem, os gêneros são diferentes sim.

Por outro lado, o movimento feminista fez surgir teorias que pregavam a “derrota dos homens”, como chamou Lipovetsky, sugerindo a idéia de que uma sociedade em que o poder estivesse na mão das mulheres seria mais bem-sucedida. “Teses como essa não podem inspirar mais que o ceticismo”, afirma o francês. Ele tem toda razão. A chave para uma sociedade melhor não está em decidir se o poder fica com um ou com o outro sexo, mas em aprender a dividi-lo de forma razoável.

A visão da mulher como sujeito, e não apenas como objeto das imposições masculinas, está longe de agradar a todos ou trazer apenas vantagens. Sua inserção definitiva no mercado de trabalho não as exclui como principais responsáveis pela vida doméstica e as mulheres encaram agora uma jornada dupla de trabalho. Ao mesmo tempo, nem todo mundo vê com bons olhos a categoria fundamental a que foi alçada a mulher nos últimos anos. “Todas as tentativas de nos fazer acreditar que emergiu, no século 20, uma nova mulher, cujo brilho resplandecerá nos horizontes do terceiro milênio, são artifícios socialmente arranjados”, escreveu a socióloga Agenita Ameno em seu livro Crítica à Tolice Feminina. O livro é um tapa na cara dos que viram o movimento feminista como um processo definitivo de emancipação feminina e propõe que, na verdade, essa nova mulher é apenas mais um modelo criado pelo sistema capitalista.

Teoria conspiratória? Pode até ser, mas a verdade é que as mulheres são 50% do mercado consumidor do mundo. “Pensar a condição existencial feminina tornou-se primordial, pois tudo que afeta a mulher reflete diretamente no ‘caixa’ do mundo capitalista”, escreveu Agenita. A socióloga acredita que esse artifício fica claro na maneira como a indústria da estética evolui, impondo uma transformação constante do corpo feminino. A cada mês, surge uma nova moda, uma nova cor, uma nova plástica, um novo penteado, um novo orgasmo que toda mulher tem que seguir para poder exercer seu papel de “protagonista”.

É inegável que a figura feminina é extremamente centrada no simbolismo do corpo – seja pelo útero, que sinaliza maternidade, seja pelos seios e pela vagina, que representam atração sexual e pecado. O metabolismo feminino convida a mulher a um diálogo constante com o próprio corpo. “A mulher está mais ligada à natureza orgânica, submetida às oscilações hormonais que a fazem menstruar, ovular, engravidar e entrar na menopausa, entre outros eventos”, diz o ginecologista brasileiro Nelson Soucasaux, autor do livro Órgão Sexual Feminino – Forma, Função, Símbolos e Arquétipos.

Essa associação inevitável entre a mulher e o corpo é o que, para Agenita, faz com que a exigência cada vez mais exagerada de padrões de beleza seja tão grave. Em 1994, o jornalista, escritor e dramaturgo espanhol Antonio Gala dedicou sua coluna diária no jornal El País ao lançamento do Wonderbra, o “sutiã maravilha” que promete aumentar os seios femininos – hoje já substituído por uma solução bem mais definitiva; o implante de silicone. Gala criticava o fato de que a feminilidade estava mais uma vez se convertendo em “assunto de cabeleireiro”. “Enquanto a essência de mulher não vier de seu próprio interior, o machismo existirá, e justificado, infelizmente. Um boicote feminino, como ato de afirmação, contra o Wonderbra, seria desejável”, escreveu. Um pedido que se parece muito com aquele feito pelas mulheres nas ruas de Atlantic City. Como aquele, tem poucas chances de vingar.

LARA CROFT

Personagem dos games e do cinema, a arqueóloga sexy e corajosa simboliza a mulher contemporânea e suas diversas facetas

JULIETA

Criação literária do inglês William Shakespeare, representa o amor romântico, sempre associado à mulher

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ANITA GARIBALDI (1821-1849)

Heroína catarinense, lutou na Revolução Farroupilha e foi enfermeira, esposa e mãe

RAINHA ELIZABETH I (1533-1603)

Monarca inglesa que transformou a Inglaterra numa das maiores potências do século 16

VIRGINIA WOOLF (1882-1941)

Pródiga e inovadora, a escritora inglesa se tornou símbolo da intelectualidade feminina

MARILYN MONROE (1926-1962)

Atriz americana que se tornou ícone da mulher sensual, objeto do desejo masculino

Para saber mais

Na livraria:

A Terceira Mulher, Gilles Lipovetsky, Companhia das Letras, 2000

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Inventando o Sexo, Thomas Laqueur, Relume Dumará, 2001

Crítica à Tolice Feminina, Agenita Ameno, Record, 2001

A Cama na Varanda, Regina Navarro Lins, Rocco, 1998

A Mind of her Own – The Evolutionary Psychology of Women, Anne Campbell, Oxford University Press, Reino Unido, 2002

Sexo na Cuca, Deborah Blum, Editora Beca, 2000

A Imagem da Mulher, Cristina Costa, Senac, 2002

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