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Quitutes quentes e frios

Por fim, um lembrete. Já está nas bancas o especial Superlegal, da Super, com quase 100 passatempos de rachar a cuca.

Adriano Silva

Alguns leitores me dizem que não gostam de ler reportagens quentes na Super. Preferem ver a Super tratando de temas frios. Se você não está familiarizado com esses termos, saiba que uma matéria é quente quando se desatualiza rapidamente. Uma informação que precisa ser lida agora – e que, se lida daqui a dez minutos, perde boa parte do seu interesse – está circunscrita ao âmbito das matérias quentes. Já uma matéria fria é aquela que não perde sua relevância com o tempo. Suicídio, por exemplo, tema da nossa capa de janeiro, é um problema fundamental do homem, atemporal. Por isso se inscreve no território das matérias frias. Daí você depreende o resto. Internet tende a ser um meio quente. Livro tende a ser um meio frio. Notícia é quente. Análise é fria. Etc.

Aparentemente, o desgosto daqueles leitores decorre da crença de que reportagens frias têm mais valor por terem vida mais longa e reportagens quentes, menos valor por envelhecerem mais rápido. Pessoalmente, não faço essa distinção de valor. (Faço outras, mas não essa.) De todo modo, acho que, a rigor, não se pode dizer que a Super publique reportagens quentes. Afinal, todas as nossas matérias são de análise. Mesmo quando encaramos temas mais quentes, por sua absoluta relevância, como em “Como raciocina um terrorista”, de outubro de 2001, ou em “Como ela pôde?”, da edição passada, a nossa abordagem “esfria” a reportagem ao se desviar do emaranhado noticioso e mirar sempre o âmago da questão, tirando dali apenas o que nos interessa a partir da perspectiva científica da Super – explicar sempre o que é, como funciona, o que se pensa de relevante a respeito etc.

É que o trato jornalístico do conhecimento humano – a matéria-prima da Super – rende (e, até certo ponto, requer) muito mais análise do que notícia. E a própria periodicidade da Super permite (e, até certo ponto, exige) reportagens mais abrangentes e profundas.

Duas matérias mais quentes que fizemos e que, creio, estão absolutamente alinhadas com o seu interesse, leitor, são “O time dos sonhos” e “Comida é o que não falta”, de abril e de março de 2002, respectivamente. Numa, investigamos qual seria o ministério ideal para o Brasil se o critério de escolha fosse puramente técnico, independente da corrente política que subisse ao poder. Na outra, descortinamos o jeito mais rápido e barato de acabar com a fome no Brasil. Desnecessário dizer, há um ano nós não sabíamos que Lula seria o presidente eleito. Nem que o combate à fome seria a sua prioridade. Em Superleitor, na página 12, você encontra uma comparação entre o ministério dos sonhos apurado pela Super e o ministério real do novo governo. E encontra também a chance de enviar por e-mail a matéria da Super com a solução da fome no Brasil para o presidente Lula. Confira. E participe!

Começamos o ano com uma boa notícia. O mercado publicitário, por meio de seus dois maiores jornais especializados, acaba de brindar a Super com dois prêmios. O Meio & Mensagem nos destaca como uma das dez revistas brasileiras mais admiradas. O Propaganda & Marketing, por sua vez, nos distingue como “Destaque do Ano” no seu Prêmio Veículos de Comunicação 2003. Às agências e aos anunciantes, muito obrigado. E… anunciem mais!

Por fim, um lembrete. Já está nas bancas o especial Superlegal, da Super, com quase 100 passatempos de rachar a cuca. Exercícios de lógica cabeludos, testes de inteligência espinhosos, ilusões de óptica fabulosas. Coisa para profissionais. Quem acertar metade é gênio. Bom divertimento!