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Tudo é poeira

As coloridas nebulosas trazemo nascimento e a morte de todas as estrelas do universo.

Rafael Kenski

Nasce um astro

O espaço entre as estrelas não é todo vazio. Ele tem restos de gás e poeira que às vezes formam nuvens gigantescas. São nebulosas como esta, que está dando origem à V380 Orionis, o ponto de luz no centro da imagem, a 14 quatrilhões de quilômetros da Terra. Essa estrela surgiu quando partículas se aglomeraram e depois se uniram pela própria gravidade. Ela agora suga o material em volta

Encontro cósmico

A região de formação de estrelas mais próxima da Terra é a nebulosa de Orion, também a 14 quatrilhões de quilômetros daqui. Lá os cientistas viram centenas de novos sistemas planetários e nuvens gigantescas em movimento, como a que aparece acima. O semicírculo ao centro é o encontro entre uma dessas massas e partículas que as estrelas liberam em um fenômeno semelhante ao vento que o Sol emite

Do pó ao pó

As nebulosas podem surgir também de uma estrela em extinção. Em seus últimos estágios, um astro como este à direita aumenta até o ponto em que suas camadas exteriores se desprendem e começam a vagar pelo espaço. A bola de gás que se forma é chamada de “nebulosa planetária”. O Sol deverá ter o mesmo fim daqui a 5 bilhões de anos

Baile no espaço

A borboleta sideral acima, a NGC 2346, é 500 vezes maior que o sistema solar. Ela tem essa forma porque seu centro possui duas estrelas que se orbitam a cada 16 dias. Uma se expandiu e atraiu a outra para perto. O encontro espalhou anéis de gás (em branco) e, depois, bolhas gasosas muito rápidas (que estão em vermelho)

Detalhes elementares

As imagens feitas pelos telescópios são diferentes do que veríamos, se desse para observá-las a olho nu. A foto abaixo, da nebulosa NGC 6369, por exemplo, utilizou filtros que isolaram a luz emitida por cada elemento químico. O oxigênio está em azul, o hidrogênio, em verde e o nitrogênio, em vermelho

Cortina de fumaça

Acredita-se que a nebulosa do Cone – esse triângulo escuro com mais de 60 trilhões de quilômetros – se forme por causa de nuvens de gás em movimento que se dividem ao encontrar o berçário de estrelas no topo da foto. Ela é tão densa que as estrelas formadas lá dentro só são vistas com telescópios infravermelhos

Nuvem negra

A temperatura dentro das nebulosas varia bastante. Elas podem chegar a 10 milhões de graus centígrados ou estar a mais de 250 graus abaixo de zero, como é o caso da Barnard 33, a “Cabeça de Cavalo”. Por não ter uma estrela que a ilumine, tudo o que podemos ver é uma sombra projetada contra as coloridas massas de gás que aparecem ao fundo

Mistério espacial

A nebulosa da Formiga intriga os cientistas: como é que uma estrela redonda como o Sol deu origem a nuvens tão curiosas? A razão pode estar na velocidade do gás, viajando a mil quilômetros por segundo, ou no campo magnético do astro, que talvez canalize o material. É também possível que exista uma outra estrela bagunçando a emissão de detritos

Brilho interior

Esta nebulosa planetária pode parecer quadrada, mas na verdade tem a forma de uma rosquinha. Por causa da posição que ocupa em relação à Terra, só conseguimos vê-la de lado. A velha estrela em seu centro, com a pouca energia que lhe resta, emite raios de luz que retiraram elétrons dos elementos que compõem o círculo e os fazem brilhar