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Um matemático tem mais chances de ganhar na loteria?

Se fosse assim, todos os especialistas em estatística estariam milionários

Por Tiago Cordeiro Atualizado em 31 out 2016, 18h24 - Publicado em 28 fev 2007, 22h00

Se fosse assim, todos os especialistas em estatística estariam milionários. “A matemática só nos ensina que a melhor estratégia é não jogar”, diz Sebastião de Amorim, professor de estatística da Unicamp. As chances de alguém ganhar a Mega-Sena, por exemplo, são de 1 em 50 milhões*. Não há como estabelecer um padrão. Um número que saiu recentemente pode ou não aparecer de novo. Apostar sempre na mesma seqüência não aumenta nem diminui as possibilidades. A única dica do professor vem mais do bom senso do que da matemática: o ideal é escolher números que não tenham uma lógica muito óbvia, para que, se ganhar, você não tenha que dividir o prêmio com todas as pessoas que tiveram a mesma idéia.

No caso da loteria esportiva, aí, sim, a matemática pode ajudar. A princípio, as chances de acertar o resultado de cada um dos 14 jogos de futebol são de um terço, o que dá uma chance de vitória em 14 milhões. Mas, usando uma análise de cada clube, é possível aumentar as chances de cada partida para 50%, o que já melhora as coisas: a cada 32 mil jogos, você vai ganhar um. Mais do que isso, só apelando para a bandidagem. “Se o apostador faz parte de uma máfia de juízes e sabe, com 100% de certeza, o resultado de 5 jogos, suas chances passam a ser de 1 em 1 024”, comenta o professor. Aí é só fazer 1 024 apostas, com todas as variações possíveis, e esperar pelo prêmio.

*Números aproximados

 

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