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Viagem à pré-história no Museu Americano de História Natural

Para comemorar seus 125 anos, o Museu Americano de História Natural, de Nova York, monta uma exposição de esqueletos de animais pré-históricos, reconstituídos com perfeição.

Este ano o Museu Americano de História Natural comemorou seu aniversário, montando uma exposição onde se pode ver a evolução em marcha. São tantos esqueletos de espécies do passado que se tem a sensação de estar assistindo aos animais mudando de forma ao longo dos milênios.

O museu tem a mais completa coleção de mamíferos pré-históricos do mundo — 250 exemplares. No conjunto, eles representam 300 milhões de anos na história dos seres.

A exposição deve aumentar a confiança dos visitantes no conhecimento científico, esperam os organizadores. Os visitantes podem observar como os ossos de cada espécie se ajustam com naturalidade uns aos outros, fazendo ressurgir a forma de um corpo que já não existe. Fica mais fácil acreditar nas leis da evolução, que as pessoas custam a aceitar, de acordo com os especialistas.

Uma pesquisa encomendada pelo museu informa que 62% dos americanos adultos conhecem as conclusões científicas de que os macacos são os parentes mais próximos do homem. Apesar disso, mais da metade dos americanos não está convencida de que o homem descende de espécies mais antigas. Ou seja, mesmo os cidadãos bem informados têm dúvida sobre as idéias da ciência.

Para saber mais:

A charada dos dinossauros (SUPER número 3, ano 1)

Arte primitiva mesmo

(SUPER número 4, ano 8)

Outdoors da pré-história

(SUPER número 11, ano 10)

Um precursor dos cachorros

Um maiores predadores entre os mamíferos de todos os tempos, o Amphicyon ingens media 3,3 metros de comprimento. Semelhante ao urso, também tinha características dos cachorros. Há 14,5 milhões de anos, caçava nas planícies da atual América do Norte.

Preguiça Gigante

Há 30 000 anos, a família dos tamanduás e dos tatus incluía o Lestodon armatus, com 3 metros de altura. Era uma preguiça, mas não se abrigava nas árvores, nem dormia de dia (como as preguiças existentes hoje na natureza). O Lestodon andava no chão e dormia de noite. Era herbívoro, não deixou descendência e existiu apenas na América do Sul.

Presa veloz

O Ramoceros osborni media 90 centímetros. Parente extinto do veado pronghorn (o corredor mais resistente do mundo atual), era alvo constante do Amphicyon.

Marsupial recordista

O Diprotodon australis perambulou pela Oceania, 20 000 anos atrás, e tinha bolsa na barriga para levar os filhotes, como os cangurus. Com 2,70 metros, foi maior que qualquer outro marsupial posterior.

Dentes de Sabre

Pouco menor que um tigre atual, o Smilodon necator tinha 2,10 metros, da cauda ao focinho. As chaves de sua anatomia eram os grandes dentes de sabre e a constituição pesada da ossatura frontal. Há 25 000 anos, podia ser encontrado do Canadá à Argentina.

Anta muito antiga

Da linhagem do Brontops robustus saíram a anta, o cavalo e o rinoceronte. O ancestral pastou pelo norte dos Estados Unidos há 35 milhões de anos, bem antes de esses animais evoluírem. Media 4 metros de comprimento.

Urso das cavernas

As montanhas da região onde agora é o leste europeu formavam um ambiente ideal para os ursos de 14 000 anos atrás. O Ursus spelaeus (2,10 metros de altura) foi uma das espécies que proliferaram nas muitas cavernas da região.

Réptil-mamífero

Alguns lagartos do tempo dos dinossauros já tinham algumas características do que seriam os mamíferos, mais tarde. Estavam na trilha dos mamíferos, pode-se dizer. Como o Dimetrodon limbatus, com 2,9 metros de comprimento, muito comum nas antigas terras da América do Norte, há 280 milhões de anos.