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Algo duro de roer

As algas das sopas, gelatina e muito outros pratos orientais são agora o principal ingrediente na fabricação de ossos artificiais usados em implantantes. Essas estranhas plantas aquáticas sem raízes alcançam até 60 metros de altura; para sustentar-se, possuem muitas vezes uma espécie de esqueleto de carbonato de cálcio. A partir desses esqueletos são feitos os ossos que cientistas alemães pretendem usar, em breve, em cirurgias. Aquecido a 500 graus, o esqueleto da alga se quebra em inúmeros grãos. Estes são mergulhados numa solução que transformam o carbonato em fosfato de cálcio – o componente dos ossos naturais e também da cerâmica, até hoje considerada o melhor material para ossos artificiais. Depois, são moldados na forma desejada. A principal vantagem dos novos ossos artificiais são os póros, que a cerâmica não tem. Por isso, os ossos de cerâmica não ficam seguros por muito tempo. Segundo os cientistas, os tecidos ósseos naturais crescem até por dentro dos póros do osso de alga implantado – que, logicamente, fica bem mais forte.