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Desmatamentos: às vezes é preciso ver de perto para crer

O reflexo da luz nas fotos batidas por satélites pode enganar no cálculo da devastação das matas.

A opinião é do americano especialista em florestamento David Wilkie. Os satélites estão superestimando a devastação das florestas tropicais. Wilkie notou a diferença comparando o desmatamento de um trecho de mata no Zaire, primeiro in loco e, depois, por fotos batidas pelo Landsat. Segundo ele, os pixels, pontos que compõem o quadro completo de uma imagem de satélite, refletem mais luz quando mostram terrenos com vegetação rala. Sabendo qual a área coberta por cada pixel, os cientistas avaliam o total da região devastada. O problema é que esse cálculo não funciona quando os lotes desmatados são muito pequenos, como os dos fazendeiros do Zaire. Nesse caso, o reflexo nas fotos é tão forte que parece cobrir área até sete vezes maior.