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Japoneses na maior fossa

Pesquisadores descem a 6 000 metros de profundidade no Oceano Pacífico, nas proximidades do Japão, e encontram animais e plantas desconhecidos do homem, além de uma descoberta geológica importante: um redemoinho de água e terra que parece infiltrar-se subsolo adentro.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h59 - Publicado em 31 Maio 1990, 22h00

Pela primeira vez, um pequeno submersível francês tripulado, o Nautile, desceu pelas grandes fossas do Oceano Pacífico, revelando segredos desse abismo. Foram encontrados animais e plantas desconhecidos, como peixes e anêmonas, dotados de antenas e tentáculos, além de três novas espécies de grandes moluscos parecidos com mexilhões. Sua fonte de alimento seriam os hidrocarbonetos, como o metano, que emanam do leito oceânico. A 6 mil metros de profundidade ao redor do Japão, onde se unem as três maiores fossas oceânicas do globo, os pesquisadores fizeram também uma descoberta geológica importante: um redemoinho de água e terra que parece infiltrar-se subsolo adentro.

Segundo a teoria do movimento das placas tectônicas, a agitação faz desaparecer, ao ritmo de alguns centímetros por ano, grandes extensões de leito oceânico sob os continentes. Na fossa japonesa o torvelinho pode estar engolindo, ao que se supõe, grandes vulcões submarinos e roendo as entranhas do próprio arquipélago que forma o país. Se isso for verdade, o Império do Sol Nascente se tornará – dentro de milhões de anos, é claro – uma nova Atlântida.

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