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Morcego- vampiros,Terror no curral

Morcegos-vampiros estão fazendo a festa da Patagônia ao México

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 19h07 - Publicado em 31 ago 2000, 22h00

Figuras sombrias dançam no escuro, depois voam em silêncio sobre o pescoço desavisado, cravam os dentes para beber sangue e deixam na ferida o vírus mortal da raiva. Relaxe: morcegos-vampiros não atacam humanos – as duas únicas pessoas que tiveram raiva e morreram, desde 1983, foram arranhadas por morcegos comuns, comedores de frutas ou de insetos. O problema são os bois, que estão morrendo às centenas por causa dos caninos contaminados.

Os números são de uma epidemia. Só no Estado de São Paulo, o número de bovinos mortos pela raiva passou de 225, em 1998, para 550, em 1999. Tanto que, este ano, mais de 500 especialistas do mundo inteiro vieram ao Brasil para discutir meios práticos de controlar a raiva, sobretudo a dos currais. “Os pecuaristas só vacinam quando o gado começa a morrer”, disse à Super a médica Neide Takaoka, diretora do Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro. Ela conta que, das 150 espécies de morcegos existentes no país, só três são hematófagas, ou seja, vivem de sangue. Mas é um trio de grande sucesso, que hoje se espalha em número crescente da Patagônia ao México. Neide diz que para proteger os bois será preciso não somente vaciná-los, mas também reduzir a população de morcegos.

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