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Terríveis laços da Meteorologia

Climatologistas americanos constatam que quando chove um pouco mais no deserto do Saara, os furacões agitam-se na América do Norte.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h59 - Publicado em 31 dez 1990, 22h00

A África e os Estados Unidos, embora tão distantes, parecem estar ligados por uma férrea gangorra climática: quando a secura do Saara é amenizada pela chuva, são mais rigorosos os furacões sobre a Costa Leste americana. A terrível seca na região do Sahel, ao sul do Saara, é uma evidência dessa inesperada ligação. Nesse período, que cobriu as décadas de 70 e 80, os furacões foram relativamente fracos – 25 vezes menos destrutivos do que haviam sido nos vinte anos anteriores.
Pelo menos é o que sugerem os números obtidos pelo climatologista William Gray, da Universidade do Colorado, Estados Unidos. Entre 1947 e 1969, ele contou nada menos que trinta dias de violentos furacões na costa americana, contra apenas quinze dias, entre 1970 e 1987. Como, a partir de agora, se esperam a análise de Gray assume o caráter de um alerta para seus compatriotas.

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