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Vulcão no Havaí. Poderia ser um cemitério, mas é um berçário

Do mar borbulhante de gases tóxicos surge a vida.

O vulcão submarino Lo’ihi’s, no Havaí, acordou de seu longo sono há seis meses. Começou a cuspir gases tóxicos e transformou o mar num caldo fervente. Mais uma catástrofe ecológica? Não, ao contrário. O vulcão está produzindo vida. Perto dele foram achadas arqueobactérias, nome dado a organismos unicelulares que, apesar de não possuir núcleo, como as bactérias, carregam material genético muito parecido com o de células evoluídas (como as nossas). As arqueobactérias ficam nos lugares mais inóspitos do planeta. “Os seus genes são muito parecidos com a forma que, conforme imaginamos, tinham os mais antigos microorganismos surgidos no oceano nos primórdios da Terra”, afirmou à SUPER o geólogo Frank Sansone, da Universidade do Havaí.