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Como os felinos conseguem enxergar no escuro?

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h21 - Publicado em 18 abr 2011, 18h59
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Na escuridão total, eles não vêem quase nada, mas são capazes de enxergar com muito pouca luz – o equivalente a algo entre 40% e 50% a mais que nós, humanos. Há mais de uma razão para isso. A primeira é que seus olhos têm uma estrutura refletora – chamada região tapetal – que provoca uma dupla estimulação dos receptores responsáveis pela percepção de cores e formas: os cones e bastonetes (que os felinos, ainda por cima, têm três vezes mais que os humanos). “O reflexo dessa camada espelhada é que produz aquele brilho esverdeado que vemos à noite nos olhos dos gatos”, diz o veterinário Paulo Sérgio Moraes de Barros, da USP. (O mesmo princípio é utilizado nos sinalizadores de estradas, batizados, com toda propriedade, de olhos-de-gato!)

Além disso, a pupila do gato dilata três vezes mais que a humana, permitindo a entrada máxima de luz bem nos momentos em que esses animais saem à caça: aurora e crepúsculo. Em compensação, quando exposta ao sol, a pupila se reduz a uma fenda mínima, contrabalançando essa hipersensibilidade à luz. Assim, durante o dia a visão dos gatos não é tão boa quanto a de seus donos. Eles distinguem mal as cores e não enxergam bem de longe.

Espelho ocular Camada refletora no interior dos olhos dos gatos amplia sua visão sob pouca luz

Atrás da retina, os felinos possuem uma camada de células chamada região tapetal, capaz de refletir os raios luminosos. Assim, a luz que já estimulou a retina volta a passar por ela, reforçando sua visão

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