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Em vez de papel higiênico, antigos romanos usavam esponja comunitária para se limpar

Nossos traseiros já tiveram dias muito mais difíceis

Por Victor Bianchin 4 jul 2026, 16h05 | Atualizado em 9 jul 2026, 11h43
Em vez de papel higiênico, antigos romanos usavam esponja comunitária para se limpar Priorizar nos meus resultados Google

O conceito de banheiro como o conhecemos é relativamente novo, tendência do século 19 para cá. Antes disso, o povo se virava como podia: na Idade Média, as privadas eram basicamente buracos que davam para fossos, enquanto no Brasil colonial usava-se penicos que depois eram esvaziados em áreas externas — os mais ricos tinham fossas simples no quintal. 

Na Roma antiga, os banheiros eram geralmente comunitários. S alas amplas, com fileiras de assentos de pedra onde se enfileiravam buracos simétricos, que davam para pequenos fluxos de água. Ali, fazer as necessidades era uma atividade social: você evacuava e conversava ao mesmo tempo. Em muitos casos, esses banheiros eram belíssimos, com afrescos nas paredes, esculturas nos cantos e placas de mármore italiano.

A coisa ficava ainda mais estranha na hora de se limpar: os romanos não tinham papel higiênico (que só foi inventado no século 19), então usavam o

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tersorium, um esponja orgânica (retirada do Mar Mediterrâneo) amarrada a uma vareta de madeira. Os romanos simplesmente limpavam o butico, enxaguavam o tersorium em um balde de vinagre ou água salgada e o deixavam para a próxima pessoa usar.

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Isso mesmo, o

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tersorium era um limpador de nádegas compartilhado! Isso significa que, se uma pessoa estivesse com alguma infecção intestinal, seus colegas de banheiro provavelmente iriam pegar a doença também. O objeto passava de bunda em bunda o dia todo, sendo constantemente sujado e lavado novamente, num ciclo sem fim.

Mas o tersorium não era a única opção. Algumas pessoas viviam em lugares onde ele não estava disponível, ou então podiam simplesmente não ter um à mão na hora da necessidade. Nesses casos, usava-se um pessoi (“pedrinha”), um pedaço de cerâmica com as bordas cuidadosamente arredondadas (para evitar lesões) que era passado repetidamente na região anal para raspar os vestígios da evacuação.

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Esses exemplos mostram como, alguns séculos atrás, limpar a bunda era bem mais difícil e inconveniente do que é hoje. Você podia sair machucado e até doente! Mais um motivo para agradecer ao pessoal do século 19 por inventar o papel higiênico e popularizar os sistemas de água encanada.

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